Porto Alegre - Dois focos de gafanhotos foram identificados no noroeste do Rio Grande do Sul. Eles estão sendo monitorados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Os focos não são nuvens e, até o momento, não ameaçam as plantações, de acordo com o órgão.
Os focos de gafanhotos foram identificados em Santo Ângelo, a 346 km de Porto Alegre, e em São Valério do Sul, a 363 km da capital gaúcha. As duas cidades são próximas uma da outra.
Segundo o engenheiro agrônomo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria, os gafanhotos não pertencem à espécie migratória que formou as nuvens de insetos na Argentina e que se aproximaram do estado em junho.
Amostras dos gafanhotos foram enviadas ao laboratório da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para determinar exatamente a quais espécies pertencem.
"É uma situação até esperada para o momento em que estamos, sem chuvas e duas secas sucessivas. O gafanhoto se desenvolve melhor em clima quente e seco", explica Felicetti.
Segundo o engenheiro agrônomo, gafanhotos são controlados por inimigos naturais. "Porém, havendo desequilíbrio, ele pode se comportar como praga", explica.
Fungos e moscas parasitas que atacam gafanhotos se desenvolvem mais em clima chuvoso. Além disso, alguns anfíbios e mamíferos são predadores de gafanhotos.
AGRICULTURA CRESCERÁ
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio em 2021 e de 4,2% para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP, índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola municipal e nos preços recebidos pelos produtores). Segundo a CNA, 102,9 mil postos de trabalho foram gerados no setor, que deverá fechar 2020 com crescimento de 9% no PIB e de 17,4% no VBP.
A entidade apresentou nesta terça-feira, a previsão é de 'equilíbrio da oferta e da demanda com uma produção maior em 2021'.