Garça - Um empresário de 50 anos foi preso em Garça (70 quilômetros de Bauru), na quinta (3), pela Polícia Federal (PF) de Marília. Ele é um dos quatro detidos investigados na operação Café Expresso, que teve mandados cumpridos também no Paraná e em Minas Gerais. A ação é coordenada pela PF de Curitiba, que apura a atuação de grupos que teriam desviado recursos públicos milionários relacionados à prefeitura de Pinhalão, no Paraná.
O homem, que não teve a identidade revelada pela polícia, foi preso em casa e a empresa da família dele teve computadores e documentos apreendidos para análises. Ao todo, três mandados de busca foram cumpridos em Garça, além do mandado de prisão temporária contra o empresário.
As ordens judiciais foram expedidas pela 9.ª Vara Federal de Curitiba. O Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União colaboraram com as investigações. Segundo a PF, recursos públicos, oriundos da União e repassados para a Prefeitura de Pinhalão para aplicação em obras no município teriam sido desviados.
DESVIO MILIONÁRIO
Ao todo, seus projetos no município, no período entre 2010 a 2015 são investigados. Na ocasião, houve a aplicação de R$ 13 milhões pela União, e suspeita-se que foram desviados entre R$ 3 e R$ 4 milhões ao longo do período.
O nome da operação, segundo a corporação, é em alusão à principal atividade econômica da região em que se situa a cidade onde teriam ocorrido os crimes investigados.
"Trata-se da fase ostensiva da investigação que busca colher mais evidências dos crimes de fraudes à licitação, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa", informa a PF de Curitiba por meio de nota.
A operação contou com 75 policiais federais, que cumpriram 27 mandados judiciais, sendo quatro mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pinhalão, Joaquim Távora, Pinhais, Tomazina e Umuarama, no Paraná, Garça, em São Paulo e Varginha, em Minas Gerais.
Em Garça, a Polícia Federal de Marília deu apoio à ação e realizou a apreensão dos equipamentos assim como a prisão do acusado.
Tanto empresas em Garça quanto em outras cidades passaram por vistorias dos federais com objetivo de descobrir se as mesmas realmente produziam ou eram apenas de fachada.