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Secretários de Saúde pedem vacinas contra Covid-19 no plano federal

FolhaPress
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Brasília - Os conselhos de secretários de Saúde de Estados e municípios, respectivamente Conass e Conasems, divulgaram nota conjunta neste sábado (5) na qual solicitam que todas as vacinas seguras e eficazes contra a Covid-19 sejam incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A nota também pede que todas as discussões a respeito da vacina sejam centradas no Ministério da Saúde e afirma ser preocupante o fato de que diferentes Estados estejam seguindo seus próprios caminhos. Também se pede que as decisões "não sejam pautadas por questões alheias aos interesses do país". O documento foi assinado pelos presidentes do Conass, Carlos Lula, e do Conasems, Wilames Freire Bezerra. O texto afirma que todas as imunizações reconhecidamente eficazes e seguras devem ser incorporadas ao programa de imunizações, considerando o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus e a consequente redução das opções de vacinas.

"O recrudescimento da pandemia da Covid-19, no mundo e no Brasil, aponta para um cenário de insuficiência de doses para a vacinação de todas as populações, fazendo com que restrições ao número de fornecedores causem atrasos no acesso à vacina para grupos prioritários de risco", afirma a nota.

Essa não foi a primeira nota em defesa da incorporação das vacinas ao PNI. A anterior havia sido em outubro, quando a vacina passou para o centro da discussão política, principalmente entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador paulista, João Doria (PSDB).

O Conass, em particular, divulgou texto no qual afirmou que o interesse público das vacinas estava ligado à eficácia e segurança, e não à origem ou nacionalidade. Bolsonaristas - e o próprio presidente - passaram na época a atacar a vacina chinesa, a Coronavac.

Nesta semana, a Anvisa divulgou que vai começar a aceitar pedidos para autorizações de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19. Em uma frente totalmente à parte do governo brasileiro, Doria anunciou que a vacinação no Estado de São Paulo começa em janeiro, usando a vacina CoronaVac.

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