Quatro anos depois do primeiro filme, "Trolls 2" (em cartaz nos cinemas de Bauru) consegue algo raro: a continuação das aventuras dos alegres personagens criados com textura de tecido é mais divertida que o original. Agora, o universo proposto pelos animadores se conecta completamente à música.
O primeiro filme é encantador, com um elenco de criaturas liderado por Poppy (dublada pela atriz Anna Kendrick), a rainha dos trolls pop e grande paixão de Branch. Poppy e seus amigos vão descobrir que na verdade existem vários reinos trolls, cada um deles com seus habitantes dedicados a um gênero musical. O longo isolamento entre esses reinos começa a ruir.
A rainha dos trolls do heavy metal reúne seu exército de guitarristas e bateristas cabeludos em enormes naves para percorrer e subjugar todos os outros reinos, obrigando que abandonem seu gênero favorito e se tornem devotos do metal.
Poppy, Branch e alguns amigos vão tentar deter os batalhões metaleiros e garantir a diversidade musical para que cada um escute o som que mais gostar. Esse roteiro é apenas um dos ingredientes da fórmula de sucesso de "Trolls 2". O grande impacto é visual e sonoro.
Tudo é colorido, berrante, frenético, com personagens e cenários em metamorfoses sem freio.
E é impossível resistir à trilha sonora, que reúne clássicos populares das últimas décadas, de Ozzy Osbourne e Celine Dion até música tirolesa. E o arsenal de brincadeiras é enorme. Os esfuziantes trolls do mundo pop ficam chocados quando adentram o reino da música country.
A rainha Poppy não se conforma com aquele povo que só escuta canções tristes, sofridas, já que para ela a única função para a música é alegrar a todos.
Se a maior preocupação dos produtores das grandes animações é criar um desenho irresistível para as crianças que também satisfaça os adultos, "Trolls 2" vai direto para o hall da fama desse gênero cinematográfico.