Política

Grupo de Maia monta bloco para exibir união na disputa da Câmara

FolhaPress
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Brasília - Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articulam a formalização de um bloco com MDB, DEM, PSDB, PV e Cidadania para a eleição do comando da Casa, em fevereiro. As siglas reúnem 106 deputados.

Congressistas ainda tentam atrair o Republicanos e parte do PSL. Integrantes das siglas, porém, dizem que só aceitam a composição quando estiver definido quem será o candidato à presidência no grupo.

Se essas legendas aceitarem o convite, o total de deputados vai a 158. São necessários 257 dos 513 para eleger, em primeiro turno, quem comandará a Câmara pelos próximos dois anos. O objetivo do bloco é justamente mostrar coesão entre os partidos do grupo de Maia.

Nesta semana, Maia e o presidente do DEM, ACM Neto, afirmaram a aliados e oposicionistas, e também a ministros, que Maia não tentará a reeleição. Ainda assim, deputados desconfiam. Mesmo nesse "núcleo duro", há divergências sobre apoio a uma possível reeleição. O plano de Maia de tentar a recondução enfrenta resistência até mesmo nas bancadas que o apoiaram nas eleições anteriores.

A formação do bloco partidário na Câmara é um passo para tentar manter as alianças de Maia no poder. Se ele não conseguir se viabilizar, o grupo passa a representar a sustentação política do candidato da principal ala independente ao governo.

O grupo espera conseguir apoio do PSL se o partido concluir que a pré-candidatura de Luciano Bivar (PSL-PE), presidente da sigla, não é viável. Dos 41 deputados da legenda, espera-se o apoio de cerca de 20, mais ligados a Maia.

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que a intenção é oficializar a união das siglas o quanto antes. "O diálogo é permanente [entre as legendas], a engenharia política está em andamento e até o início da semana que vem devemos ter o bloco formado", afirmou.

Uma vez constituído o grupo, o objetivo será atrair a esquerda (PT, PSB, PDT, PC do B e PSOL), que tem reúne 132 deputados.

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