Londres - O governo britânico cumpre a partir desta terça-feira (8) o que havia anunciado na semana passada: a aplicação do imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com o laboratório de biotecnologia alemão BioNTech.
A imunização foi confirmada pelo ministro da Saúde inglês, Matt Hancock. O ministro destacou que o início da imunização da população, chamado de "Dia V", representará um "momento histórico". Neste primeiro momento, a campanha de vacinação priorizará idosos maiores de 80 anos, profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus, residentes e funcionários de asilos. O Reino Unido, detém a marca do país mais afetado da Europa pelo novo vírus, com 1,7 milhão de casos e mais de 60 mil mortes.
O final de semana e esta segunda-feira (7) foram destinados à logística e armazenagem do produto nos locais de vacinação já que o imunizante tem que ficar a -70 graus.
RAINHA
A rainha britânica Elizabeth 2ª, 94, e seu marido, o príncipe Philip, 99, não receberão tratamento preferencial na vacinação contra a Covid-19, embora autoridades defendam a presença deles na primeira fila como estímulo à adesão. Em vez disso, os membros da realeza terão que "esperar na fila" durante a primeira onda de vacinas que serão destinadas para idosos acima de 80 anos e profissionais de saúde. Segundo informações do jornal Daily Mail, Elizabeth e Philip receberão a vacina "em algumas semanas", mas seguindo o calendário do governo britânico.
RÚSSIA
A Rússia começou a vacinar contra o coronavírus os trabalhadores de Moscou considerados mais expostos ao vírus. A vacinação teve início no último sábado (5) em 70 centros instalados por toda a cidade.
O governo russo decidiu que a imunização será dada primeiro a assistentes sociais, trabalhadores da saúde e professores.
A Rússia foi um dos primeiros países a anunciar o desenvolvimento de uma vacina - batizada de Sputnik V em homenagem ao satélite soviético - em agosto, antes mesmo do início dos testes clínicos em larga escala.
Só que ao contrário do imunizante da Pfizer, a vacina está atualmente na terceira e última fase de testes clínicos com 40.000 voluntários. Seus criadores anunciaram uma taxa de eficácia de 95% no mês passado, de acordo com resultados preliminares. Mas os estudos não terminaram ainda.
Por não apresentar muitos detalhes sobre a vacina e por oferecê-la à população antes da conclusão dos estudos, a Rússia é contestada pela comunidade científica e cobrada pela falta de transparência. Segundo eles, a vacina será mais barata e mais fácil de armazenar e transportar do que outras que estão sendo desenvolvidas no mundo.
A vacina, administrada em duas doses com 21 dias de intervalo, é um "vetor viral" usando dois adenovírus humanos. A imunização é gratuita para os cidadãos russos e administrada de forma voluntária.