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Reestruturação da Caixa impactará 250 pessoas em Bauru, diz sindicato

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Uma reestruturação dos serviços da Caixa Econômica Federal deverá impactar cerca de 250 trabalhadores de Bauru, entre funcionários do banco e terceirizados, que atuam em serviços de área meio, que dão suporte às agências do município e da região. Com isso, haverá perda de empregos e queda na qualidade do serviço prestado pelo banco, segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru. De acordo com o coordenador do órgão, Paulo Tonon, ao menos quatro filiais na cidade serão extintas, sendo elas a de Gerência de Tecnologia (Gitec), Gerência de Logística (Gilog), Gerências Executivas de Habitação (Gihab) e o prédio que abriga o setor jurídico da Caixa.

A partir desta alteração, os serviços que atualmente são prestados por essas filiais nas agências do Interior Paulista, como a manutenção da estrutura das agências, da parte de tecnologia da informação e o gerenciamento do setor jurídico, ficariam sob responsabilidade de centrais que ainda serão inauguradas pela Caixa, em outras localidades. "Os funcionários do banco serão transferidos para outras cidades ou setores e podem perder, por exemplo, cargos comissionados. Já os terceirizados serão demitidos. Ou seja, mais de 250 pessoas serão impactadas", alerta o coordenador do sindicato.

Paulo Tonon ainda afirma que a Caixa deu um prazo de 120 dias para encerrar as atividades da Gitec e que já comunicou os funcionários sobre o encerramento. "Também foi oferecido um plano de demissão voluntária aos funcionários. Bauru é o 'coração de São Paulo' e vai perder sua força, a qualidade do seu serviço e o suporte a outras cidades da região", lamenta.

MOTIVOS

O sindicato já questionou a Caixa Econômica Federal sobre a reestruturação. "Eles dizem que é uma questão de economia. Ao menos 140 prédios no País serão vendidos ou devolvidos com essas alterações. Só que, na nossa avaliação, vão acabar gastando mais com o deslocamento de funcionários para as manutenções necessárias e ainda vão perder a qualidade da estrutura, pois um funcionário que vier de uma central distante, por exemplo, não terá conhecimento sobre o sistema de ar-condicionado de uma agência de Bauru", avalia Tonon.

Diante deste cenário, o órgão solicitou uma reunião com representantes do banco para cobrar mais esclarecimentos. "Queremos questionar e dar sugestões, para evitar a perda de empregos na cidade e manter a qualidade do serviço bancário da cidade e do Interior. Mas, eles estão demorando para nos dar um retorno, então, decidimos tornar pública essa preocupação", complementa o coordenador do sindicato.

 

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