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À procura da Feliz Cidade

Professor Sinuhe
| Tempo de leitura: 3 min

Leonardo de Brito, jornalista, sambista, conhecedor de futebol, política e música, uma enciclopédia de Taquaritinga do Norte, Pernambuco, para o Brasil, ensinou-me certa vez que o Esporte Clube Noroeste, do grande e eterno Zeola, em seu primeiro acesso à Primeira Divisão em 1953, teve uma merecida manchete do Jornal da Cidade: "Setenta mil abraçam o Esporte Clube Noroeste !"

Pensemos a manchete: passados sessenta e sete anos, Bauru tem quase quatrocentos mil habitantes, uma média de cinco mil bauruenses por ano dos anos cinquenta até os nossos pandêmicos dias! E o que ouvimos: "Bauru é um cidadão, hein?" Essa frase é perigosa e pode ter dois sentidos: uma grande cidade ou um único indivíduo! A verdade é que nem Ítalo Calvino em sua obra "As cidades invisíveis " e nem Thomas More com sua obra genial "Utopia" conseguiriam definir o que é Bauru!

Esta Sem Limites é sempre precursora, Parquímetro, Sambódromo, explosão da Avenida Nações Unidas, o melhor shopping que não saiu do papel e nem do vexame até hoje, Maksoud Plaza, um tal Edson Pelé Arantes do Nascimento jogou aqui! E, agora, Bauru tem sua primeira prefeita, sim, após cento e vinte e quatro anos, Suéllen Rosim venceu as eleições municipais! Como a antiga Terra Branca gosta de aparecer e muitas vezes não ser, passou vergonha nacional com atos racistas contra a candidata do Patriota, recém-eleita! Não votei em Suéllen Rosim, mas quero que ela seja a melhor prefeita que Bauru já elegeu, que seja fantástica, poderosa, empreendedora, política, heroína, amada e respeitada!

No entanto, qual é a Bauru de todos nós e nós, que não são poucos a serem desatados? Os problemas desta Sem Limites serão resolvidos se houver pactos, acertos, se os empresários ajudarem, se os cidadãos e cidadãs amarem Bauru! Obviamente que se taxas e mais taxas são pagas, o povo não se vê na obrigação de agir, pois pagou para que se o faça, mas o momento requer e exige mais que tais atitudes! As limpezas e manutenções das praças patrocinadas por empresas de diversos segmentos não podem ser luxos de restritos bairros, têm que ser geral, a empresa do bairro afastado também é responsável por mudanças imediatas, "não há o social sem o capital!".

Uma cidade com três faculdades de Educação Física tem que ter projetos e mais projetos para o esporte! Urgem reformas em prédios obsoletos. Por que o Automóvel Clube não pode ser um polo cultural? Por que a abandonada Praça Rui Barbosa não pode receber constantemente atividades culturas, feiras de artesanatos? Por que o Sambódromo tem que esperar pelo carnaval para ver se a banda passa?

Por que não há ciclovias? Quem terá coragem de proibir estacionamentos em artérias principais ou não, para a circulação de bicicletas, imitando as grandes cidades ou os quase quatrocentos mil não existem? Por que não ônibus circular gratuito ou com desconto na alta tarifa como de capitais nos finais de semana para atrações como Zoológico, Esportes ou Shoppings? A cidade de Maringá planeja, há anos, seus cem anos, que acontecerão em 2047! Bauru faz cento e vinte e cinco no ano que vem, por que não planejar os cento e cinquenta?

Bauru, quem a define melhor? Ítalo Calvino (Você é invisível, Sem Limites!)? Ou Thomas More (cidade sanduíche, Você é a Utopia, o Não - Lugar)? Bauru, sempre te vi, sempre te amei!

Não me deixe, ainda que me queixe!

O autor diz que ainda crê em ou na Bauru.

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