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Os incêndios no Pantanal

José Pedro Naisser
| Tempo de leitura: 1 min

Tudo queimou, tudo secou e tudo se acabou.

Nao foi só a Covid-19 que destruiu vidas humanas em 2020, a destruição de 4 milhões de hectares do Bioma do Pantanal ficou para a história de todos aqueles que defendem a Natureza e a Vida.

Vale lembrar o célebre pensamento do chefe da Tribo Sioux, nos USA, quando tiveram que transferir suas terras para o governo, sob a ameaça da Cavalaria Americana. O sábio chefe assim falou: "No dia em que os brancos derrubarem a última árvore, contaminarem sua biodiversidade, poluírem seus rios e matarem seus últimos peixes, irão descobrir que não poderão se alimentar de dólares". E nós, aqui, de reais...

No Brasil, em pleno Século XXI, não foi diferente, há muitas provas das atrocidades contra a indefesa biodiversidade, seus rios mortos em função das cinzas, nada sobrou, nem alimentos para a fauna e a flora.

Tudo começou na suposta regeneraçao das pastagens, depois vieram os incêndios criminosos, que permaneceram por 90 dias até os dois estados do Mato Grosso declararem estado de emergência.

E a tragédia continuou até 120 dias para declararem estado de calamidade pública, para que o inoperante governo federal liberasse as minguadas verbas.

Tarde demais, tudo queimou, tudo secou, tudo se acabou.

Nossas crianças, que antes conheciam os animais do Bioma, agora não mais poderão vê-los em seu habitat natural.

Esse é mais um dos trágicos legados do ano de 2020, a destruição de grande parte da Fauna, Flora e a Biodiversidade do Pantanal, tudo isso provocada pelos supostos seres humanos.

Com tristeza pela biodiversidade e as gerações futuras.

Se preparem para 2021, haverá muitos problemas com a escassez de água nos reservatórios, resultado da Lei da Causa e Efeito.

O autor é ecologista.

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