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Secretários estaduais e municipais discutem vacinação

Agência Brasil
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Representantes do Ministério da Saúde do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) discutiram as estratégias de vacinação contra a Covid-19 em seminário virtual nesta quarta (9) promovido pelas entidades de representação das autoridades de saúde estaduais e municipais.

O presidente do Conass, Carlos Lula, defendeu a meta de universalização da imunização e destacou que as estratégias de vacinação não podem ser prejudicadas por disputas políticas mirando eleições. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo de Medeiros, disse que a equipe está atenta às vacinas em desenvolvimento e que aquelas com segurança e eficácia poderão ser incorporadas no Programa Nacional de Imunização (PNI). A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, destacou que o País está "numa fase avançada de submissão. Confiantes no cronograma da validação da vacina pela Anvisa, mas é claro que Anvisa tem seu processo autônomo", disse.

CoronaVac

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, apresentou a situação da vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e que começou a ser produzida no Brasil. 

Segundo ele, o Instituto pretende fabricar até 40 milhões de doses até fevereiro e chegar a 100 milhões de doses até maio do ano que vem. Ele apontou que ainda não houve incorporação da vacina ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

"Precisamos lutar para a incorporação da vacina no PNI e que nosso Ministério se convença disso", pontuou.

NA JUSTIÇA

O Supremo Tribunal Federal (STF) será palco de ações de governadores que buscam acesso a vacinas diante de críticas no comportamento do governo federal. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) disse ter ingressado anteontem (8) com um processo em que busca a liberação da aquisição de imunizantes aprovados por agências internacionais. E o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), poderá demandar à Corte para ver liberada a CoronaVac. Dino afirmou em suas redes sociais que o objetivo do pedido é dar autonomia aos Estados para garantir diretamente a imunização. A lei federal 13.979 deste ano prevê "autorização excepcional e temporária" de medicamentos e materiais essenciais para o combate à pandemia.

 

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