Londres - A Pfizer e a BioNTech publicaram declaração conjunta indicado que a segurança de sua vacina contra a covid-19 não foi comprometida em razão dos cybertaques relatados nesta quarta-feira (9), com os sistemas das companhias não tendo sido afetados. Segundo as empresas, documentos submetidos à agência reguladora europeia (EMA, na sigla em inglês) foram acessados irregularmente por hackers em ataque sofrido pela agência hoje pela manhã, mas a identidade de nenhum participante de seus testes foi revelada. As companhias ainda informaram que, de acordo com a EMA, o incidente não terá impacto no tempo de avaliação da vacina.
Paralelamente a agência regulatória do Reino Unido (MHRA) comunicou o registro de duas reações alérgicas que podem estar associadas à aplicação da vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Pfizer.
Segundo a imprensa britânica, dois funcionários do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, o NHS, tiveram os sintomas após receberem o imunizante na terça-feira (8), primeiro dia da vacinação dos grupos prioritários. O jornal britânico The Guardian relatou que os dois funcionários carregavam dispositivos de adrenalina auto-injetável -usados para conter crises alérgicas-, o que sugere que eles possuem histórico de reações do tipo.
Em seguida, a MHRA emitiu um alerta temporário ao NHS pedindo que pessoas com histórico de reações alérgicas graves a vacinas, medicamentos ou alimentos não recebam a substância enquanto conduz uma investigação sobre esses casos para entender os motivos das manifestações.
Na página da MHRA, a agência confirma que a vacina da Pfizer/BioNTech não possui substâncias de origem animal como ovo em sua formulação.
A Pfizer afirma que a vacina foi bem tolerada na fase 3 de estudos em humanos (clínicos). "Nenhuma preocupação de segurança séria foi registrada pelo comitê independente que monitorou os dados", disse em comunicado. A empresa acrescenta que 44 mil pessoas participaram do teste com a vacina.
CANADÁ
O Canadá aprovou nesta quarta-feira (9) a primeira vacina para a Covid-19, abrindo caminho para que as doses produzidas pela Pfizer e BioNTech sejam distribuídas e administradas em todo o país. O Canadá é o terceiro, depois do Reino Unido e do Bahrein, a dar luz verde à imunização e já havia sinalizado que pode começar a campanha na próxima semana.