Em tempos de altas temperaturas, muitos recorrem a piscinas, rios, represas e cachoeiras para amenizar o calor. Apesar dos números de afogamentos em Bauru e região terem apresentado queda entre 2019 e 2020 (leia mais ao lado), o período requer alerta e atenção redobrados. E, segundo o Corpo de Bombeiros, o perfil principal das vítimas desse tipo de ocorrência - muitas vezes fatal - é formado por jovens do sexo masculino.
O primeiro-tenente PM Vinicius Alexandre Burin, comandante do Pelotão de Bombeiros Distrito Industrial de Bauru, comenta que este perfil majoritário se mantém. "A maioria são homens. Eles se afogam em torno de sete vezes mais que as mulheres. Os adolescentes têm maior risco de morte. E, de uma maneira geral, grande parte das vítimas de afogamento tem menos de 30 anos", comenta.
A ousadia da juventude somada, muitas vezes, à ingestão de bebidas alcoólicas estão entre os fatores para justificar este perfil, de acordo com o comandante. "O álcool dá a falsa sensação de segurança, diminui os limites. Além disso, os homens são, geralmente, mais destemidos que as mulheres. Locais com aglomeração de público também são os principais pontos que registram esses eventos", destaca o tenente.
CUIDADOS
Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros reforça os cuidados necessários para evitar mortes por afogamento, destacando as diferenças entre ocorrências em rios e represas e as que são registradas em piscinas em casa.
Estas últimas, segundo Burin, vitimam mais as crianças de 1 a 9 anos e a principal recomendação é manter a atenção o tempo todo sobre os pequenos, além de colocar barreiras nas piscinas. "Já em rios e represas, os riscos se dão pela água escura, que têm má visibilidade do fundo, e pela própria correnteza. Para algumas pessoas, só isso basta para aumentar os cuidados", diz.
No entanto, não são todos que tomam as devidas precauções. "É importante que as pessoas respeitem as sinalizações, não entrem em rios de corredeira, sempre utilizem utensílios de segurança em embarcações e não tentem pegar seus pertences, caso a embarcação vire", alerta o comandante.
Para o caso de ver alguém se afogando, a recomendação da corporação é para que a pessoa não tente salvar a vítima por conta própria. "Acione o 193 e não tente resgatá-la. Ofereça um isopor ou algum material no qual a pessoa possa segurar. Não perca ela de vista e tente acalmá-la", finaliza o primeiro-tenente Vinicius Alexandre Burin.