Apesar de o governo federal ainda não ter apresentado um plano claro para vacinar a maior parte da população brasileira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou nesta sexta-feira, 11, que uma campanha de "vacinação em massa" no País custaria cerca de R$ 20 bilhões.
"O gasto primário de combate à pandemia chegou a R$ 599,5 bilhões até agora, equivalentes 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB)", afirmou, em audiência na Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanha a execução das medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19. "Se formos partir para campanha de vacinação em massa, deve ser mais ou menos mais R$ 20 bilhões", completou.
Guedes lembrou que apenas o auxílio emergencial foi abastecido com R$ 321 bilhões, mais da metade do gasto extraordinário na pandemia. "Estamos entre 10% a 12% acima da média de gastos dos países avançados e com o dobro dos emergentes", repetiu.
MEDIDA PROVISÓRIA
Na noite de ontem, soube-se que o governo Jair Bolsonaro vai editar uma Medida Provisória para abrir crédito de R$ 20 bilhões para compra de vacinas. Com a medida, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deve reforçar o discurso de que a sua pasta vai comprar e distribuir todas as vacinas disponíveis do País, incluindo a Coronavac, do Instituto Butantan.
A verba deve ser usada para compra de vacina e seus insumos, além da logística e da comunicação da campanha de imunização.