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Projeto que pretende facilitar produção não é unanimidade


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De autoria do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE), o projeto de lei que pretende autorizar o plantio de maconha por empresas farmacêuticas e institutos de pesquisa para fins medicinais não é uma unanimidade. Em matéria publicada em setembro deste ano pela Agência Câmara de Notícias, da Câmara dos Deputados em Brasília, a representante da ONG Amor Exigente, que orienta 1 milhão e 200 mil famílias de dependentes químicos por ano, Janicleide Xavier, afirmou temer que a proposta possibilite a ampliação do uso da maconha.

Ela conta que perdeu o filho há três anos, depois que ele passou a usar maconha para acabar com dores de cabeça insistentes. "Ele teve surtos psicóticos, teve sua primeira internação e foi diagnosticado com esquizofrenia após fumar maconha. O que me preocupa é que, no nosso Brasil, as pessoas não estão preparadas para achar que o remédio pode ser usado para fins medicinais. Brasileiro sempre dá um jeito de fazer gambiarra com tudo", lamenta.

PANDEMIA

O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, deputado Diego Garcia (Pode-PR), indignou-se com a possibilidade de a proposta ser votada durante uma pandemia. "Com a receita, você vai poder fazer uso. É de uma irresponsabilidade tremenda num momento como esse, da pandemia, nós estarmos levando para Plenário uma discussão que sequer passou por uma comissão especial".

À Agência Câmara, o ex-ministro da Cidadania, deputado Osmar Terra (MDB-RS), demonstrou preocupação com a ampliação da produção em território nacional. "Na Califórnia, nos Estados Unidos, quando aprovaram maconha medicinal, 90% das pessoas não tinham doença nenhuma. Bastava dizer que estava com uma dor que o médico dava uma receita".

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