O considerado imortal Ludwig van Beethoven nasceu há 250 anos. Não se sabe ao certo a data, mas registros dão conta de que fora batizado em 17 de dezembro de 1770. Em sua terra natal, Bonn, Alemanha, as comemorações do 250.º aniversário de um dos mais geniais artistas da História começaram ainda em dezembro de 2019 e se concluem nesta quinta-feira (17).
Por todo o mundo, seu nome foi divulgado, sua arte difundida e, mesmo os não muito conhecedores da música erudita, já ouviram falar sobre a "Nona Sinfonia" - conhecida também como Sinfonia Coral por incluir coro em seu quarto movimento -, a obra que o consagrou.
Beethoven teve a vida marcada pela glória e a tragédia. Quando tinha 27 anos, começou a desenvolver os primeiros sintomas de surdez. Ele apenas via os estrondosos aplausos que não podia escutar. Aos 48, já estava inteiramente surdo. Mesmo assim, conta-se que continuou compondo grandes peças porque, como não nasceu surdo, tinha memória auditiva e era capaz de criar composições na sua cabeça transformando-as, depois, em partituras.
INSPIRAÇÃO
A inspiração do compositor que nasceu há 250 anos ecoa, até os dias de hoje, e encanta músicos de todas as idades, inclusive, em Bauru. O maestro da Orquestra Filarmônica da ABDA de Bauru, Luciano Manduca, é um dos apreciadores do compositor e comenta a obra do artista e sua complexidade.
"É uma obra de difícil execução e interpretação. Sabemos que era um músico muito exigente em suas composições, corrigia tudo até altas horas da noite", comenta, ressaltando uma frase do próprio Beethoven: "Tocar uma nota errada é insignificante, tocar sem paixão é imperdoável".
COMPLEXA
Com apenas 9 anos, a aluna de piano da ABDA Luísa Santos Xavier destaca as diferentes harmonias do compositor como elemento mais atrativo para as obras.
"Nelas, têm todos os tipos de emoções. Tem tristes, alegres, românticas... Eu acho que são difíceis, porque precisa de muito estudo para tocar bem, são bem complexas e a maioria tem mais de um movimento, mais de uma parte", afirma a pequena que toca piano há um ano. "Tem duas que são as minhas preferidas. Uma é a Sonata ao Luar, porque é bem bonita, bem triste e harmônica e a Sinfonia n.º 5 que ora é triste, ora alegre, ora tensa", completa a aluna que já apresentou peças de Beethoven neste ano, durante atividades da pandemia.
Já Brayan Martins Duarte, de 12 anos, que estuda piano há 1 ano e meio na ABDA, comenta sobre a beleza das obras do compositor alemão. "O que eu mais gosto de Beethoven é que são peças bem complexas, muito bonitas e marcaram a época do romantismo. Muitas das peças são difíceis, mas tem algumas, para iniciantes, que chegam a ser mais fáceis", salienta.
Para o aluno, a peça mais bonita é o Concerto para piano n.º 5 em Mi bemol maior, popularmente conhecida como Concerto do Imperador. "É bem complexo e foi considerado bem longo para época. Também é um dos últimos que o Beethoven fez", finaliza.