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Dengue: regiões Noroeste e Sul têm mais fiscalizações

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

De olho para evitar que Bauru enfrente uma epidemia de dengue juntamente com a pandemia de Covid-19, a Prefeitura Municipal, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental, está intensificando ações de prevenção contra o Aedes aegypti nas regiões Noroeste e Sul da cidade. Isso porque, de acordo com o órgão, a maioria dos registros da doença neste ano no município se concentra nessas localidades. Até o final da última semana, 773 casos de dengue foram registrados em Bauru em 2020, sem mortes.

O alerta atinge as regiões dos bairros Jardim Godoy, Vila Nove de Julho, Parque Santa Edwirges, Jardim Bela Vista, Nova Esperança, Parque Vista Alegre e Centro, que integram a macrorregião Noroeste, e também as proximidades da Vila Dutra, Vila Falcão, Jardim Jussara e Vila Ipiranga, que pertencem à macrorregião Sul.

De acordo com Roldão Antônio Puci Neto, diretor da Divisão de Vigilância Ambiental, as equipes estão priorizando as ações nesses bairros, para eliminar possíveis criadouros e evitar a propagação da doença. "O vírus circulou de forma menos intensa em Bauru neste ano, se comparado a 2019. Mas, como é uma doença grave, as ações preventivas não podem parar", explica.

O diretor ainda ressalta que o trabalho não foi interrompido durante a pandemia, pois o Ministério Público considera as fiscalizações como atividade essencial. "Os servidores podem verificar a parte externa dos imóveis, onde eliminam possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Eles não podem, porém, entrar na parte interna da casa. Por isso, orientam os moradores sobre os cuidados que devem ser tomados", explica.

O trabalho é realizado por cerca de 120 servidores, que são divididos em cinco equipes de fiscalização diferentes. "Temos os grupos voltados para revisão, para nebulização, para imóveis onde há muita circulação de pessoas, como hospitais e escolas, para locais onde existem muitos criadouros, como ferros-velhos, e para obras e construções, que também demandam uma verificação diferenciada", descreve Roldão Neto.

Conforme o JC noticiou, com a chegada do período de chuvas, os moradores devem redobrar a atenção e os cuidados para evitar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também da zika e chikungunya. A elevação das temperaturas também provoca um aumento na proliferação do inseto.

DENÚNCIAS

As denúncias de possíveis criadouros podem ser feitas na Ouvidoria da prefeitura, pelo número (14) 3235-1156, e na Divisão de Vigilância Ambiental, pelo telefone (14) 3103-8050, que também é WhatsApp. É necessário fornecer o endereço completo da denúncia para que as equipes encontrem o local exato do criadouro.

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