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Obra mais atrasada do Estado começa a ser demolida em Bauru

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Aquela que seria a maior escola de ensino fundamental municipal de Bauru, cujas obras começaram em 2003 e foram interrompidas em 2006, após sucessivos atrasos e desperdício de quase R$ 1 milhão em dinheiro público, começou, enfim, a ser demolida.

As máquinas iniciaram o trabalho nesta quarta-feira (16), após um completo insucesso de se criar a EMEF Vera Lúcia Pereira Arlindo, no Núcleo Isaura Pitta Garms (Bauru 1). É a obra mais atrasada registrada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Neste período, cinco prefeitos ocuparam a cadeira no Palácio das Cerejeiras. A demolição deve durar cerca de 30 dias e põe fim, também, ao problema crônico que havia se instalado ali, o uso e tráfico de drogas.

Segundo o TCE, o contrato com a construtora Prudesan Engenharia e Comércio Ltda era de R$ 1.535.496,75 e a Prefeitura pagou na época R$ 900.184,89. O JC contatou o município para saber se conseguiu, judicialmente, recuperar ao menos parte dos gastos, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno sobre o processo com a Secretaria de Finanças.

Ontem, coube ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB), em sua última quinzena no mandato, virar a página desta história. Para o local, em uma área de 9.165,23m², a promessa é de construção de um complexo educacional para a Escola do Futuro, que abrigará duas escolas (infantil e fundamental) e um Centro de Convivência do Idoso. A prefeitura promete 180 vagas que atenderão crianças entre quatro meses até cinco anos de idade, além de 10 salas e capacidade para 300 alunos para ensino integral.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Bauru, estão previstos para a construção do complexo R$ 14 milhões, assegurados na Secretaria Municipal de Educação.

O secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, que possivelmente está em seu último mês no comando da pasta, esclarece que depois de todo o processo judicial entre prefeitura e a construtora, ensaios e estudos, foi constatada que a solução mais viável era a demolição total da obra inacabada. 

Noticiado pelo JC em abril de 2015, a promessa na gestão Rodrigo Agostinho era de que a demolição tivesse início naquele ano, o que não ocorreu. A avaliação feita por técnicos das secretarias de Obras e Planejamento, na época, era de que o piso térreo seria reaproveitado, o que não se confirmou. Ao JC, anteontem, o secretário Sidnei Rodrigues reafirmou também que a quadra poliesportiva do local seguirá em uso pela comunidade.  

RELEMBRE

A ordem de serviços para o início da construção da escola foi dada em dezembro de 2002, no governo Nilson Costa. Em setembro de 2004, no entanto, os trabalhos foram interrompidos pela primeira vez. 

Em janeiro de 2006, já durante a gestão Tuga Angerami, a construtora retomou a obra, mas paralisou definitivamente em 27 de agosto daquele ano.

Entre o início e o abandono das obras, uma unidade estadual para ensino fundamental foi construída no bairro. Já as crianças menores precisam se deslocar para o Chapadão ou para o Gasparini.

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