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Coronel reformado Domício Silveira morre aos 100 anos, em Bauru


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Aos 100 anos, o coronel reformado Domício Silveira foi sepultado na tarde desta quinta-feira (17), no Cemitério da Saudade, em Bauru. Há cerca de dois meses, ele vinha com a saúde mais fragilizada por conta de um derrame de pleura. Na quarta-feira (16), ele passou mal e foi conduzido a um hospital particular, mas não resistiu.

O coronel era viúvo de Odette Pantaleão Silveira, com quem viveu quase seis décadas, e deixa os filhos Ilka e Marcos, além de quatro netos e quatro bisnetos.

Conforme o JC divulgou, ele completou 100 anos em 29 de julho. Durante sua trajetória, colecionou incontáveis lembranças, registradas em seu livro "Memórias de um Oficial da Polícia Militar", lançado no ano passado. Em 2016, demandando mais cuidados, passou a viver no Residencial Geriátrico Renaissance, onde comemorou o centenário.

O aposentando nasceu em Santa Adélia, mas ganhou o título de Cidadão Bauruense. Em seu livro, ele relatou trechos da própria vida, misturados com canções e poemas que mais admirava. Aos 15 anos, ele entrou para a polícia. Depois que se formou, o Quartel General o designou para Bauru, que sediava o 4.º Batalhão de Caçadores - hoje, 4.º BPM-I -, como 1.º tenente. Também fez parte da primeira turma de Direito da Instituição Toledo de Ensino (ITE), onde estudou entre 1953 e 1957.

Quando conquistou o posto de major, foi promovido a coronel e passou a atuar no 9.º Batalhão, em São Paulo. Lá, ficou até se aposentar, em 1964. Em seguida, retornou a Bauru. Na sua trajetória, também estudou e tocou violino; fez curso de Educação Física pela Faculdade de Educação Física de São Paulo; assumiu a direção administrativa e também lecionou esgrima.

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