Brasília - O Brasil voltou a registrar nesta quinta-feira (17) um total de 1.054 mortes pela Covid-19 em apenas 24 horas - o País não superava o patamar dos mil registros diários desde setembro. O avanço de infectados, ocorre no momento em que se multiplicam as cenas de ruas, lojas e praias lotadas e só 1/3 da população mantém o isolamento social. Especialistas temem alta de casos após as festas de fim de ano.
SUL-SUDESTE
A alta tem sido puxada por regiões do Sul, como Paraná e Santa Catarina, e do Sudeste, como o Rio, onde gestores veem os hospitais com UTIs perto do limite. A tendência crescente de vítimas vai na contramão do discurso do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a citar semana passada que estávamos no "finalzinho" da pandemia.35,8% -metade dos 70% apontados por especialistas como necessários para frear a transmissão do vírus.
Nesta quinta-feira, 17, o Observatório Covid-19 BR, que reúne pesquisadores, publicou nota afirmando que "há uma clara e forte tendência de crescimento de casos, internações e óbitos por COVID-19 em quase todo o país, especialmente nos estados do Sul e Sudeste". Maria Rita Donalísio, médica epidemiologista da Unicamp e membro do grupo, defende recuar o quanto antes as medidas de flexibilização da quarentena.
PARANÁ
O governo do Paraná decidiu prorrogar até 28 de dezembro o decreto que estabelece toque de recolher noturno, a lei seca e a proibição de aglomerações com mais de 10 adultos. As medidas têm como objetivo frear o contágio pelo novo coronavírus, que matou mais de 7 mil pessoas no Estado desde março. O novo decreto, divulgado nesta quinta-feira tem validade de 10 dias, a partir deste sábado, 19, e pode ser prorrogado até janeiro de 2021.
O toque de recolher noturno está em vigor desde o dia 2 de dezembro. Das 23h às 5h, só serviços essenciais são permitidos.