Tribuna do Leitor

Tive o privilégio de viajar com a prefeita Suéllen

Prof. Joaquim Eliseo Mendes - Membro efetivo da ABLetras
| Tempo de leitura: 4 min

Não posso afirmar se é efeito da pandemia do coronavírus que vimos atravessando há meses e que todos nós, indistintamente, esperamos que esteja no fim com as esperadas vacinas, ou se, devido ao impacto que sofri com a redução de meus invejáveis proventos de supervisor de ensino aposentado há 42 anos com descontos para atingir a alíquota de 16%; mas o certo é que estou um tanto aloprado tomado obviamente por pensamentos inéditos e preocupantes; mas, em contrapartida e felizmente, por outros fantasiosos. E graças a estes últimos foi que naquela linda manhã, ao entrar no confortável ônibus em um lugar desconhecido, não me recordo a cidade, procurei o número de minha poltrona e sentei-me na do corredor cumprimentando a pessoa que viajara ao meu lado. Nós dois sem celulares! Após sentar-me e, surpreso, perguntei-lhe se ela era a mesma pessoa que eu estava pensando, e então, após sua confirmação, constatei que tinha ao meu lado e viajara com a primeira prefeita da história de Bauru, uma simpática jovem de 32 anos. Felicidade ao quadrado, como se fiz na gíria, de ter ao meu lado por um longo período de horas de viagem a prefeita Suéllen Rosim, desfrutando da oportunidade em ouvir suas expectativas, seus planos de governo e ao mesmo tempo podendo, humildemente, transmitir-lhe alguns conselhos e experiências vivenciadas ao longo de uma trajetória, não política, mas de 89 anos como cidadão e educador. Quem chega nesse limiar e até menos, muito viu, muito passou, muito vivenciou. Após mútua apresentação, parabenizei-a pela vitória no segundo turno augurando-lhe, mesmo não lhe tendo outorgado o meu voto, muito êxito pessoal e principalmente social redundando em benefícios para nosso município de Bauru afirmando-lhe que o povo está confiante em sua administração pois ele quer renovação. Ponderei-lhe as dificuldades que sempre encontrará nas indicações e mudanças dos seus assessores imediatos e mediatos. E que em todas as empresas e níveis de uma administração pública principalmente, dois pontos ou pesos são fundamentais e imprescindíveis: capacidade e honestidade; não adiante a indicação para um cargo ou posto, de uma pessoa muito honesta mas incapaz levando à inoperância e problemas futuros como, ao contrário, muito capaz mas desonesta. Pretender encontrar o meio termo ou outra alternativa será o fracasso. Ponderei-lhe também de que o desejável, competente administrador ou gestor, além das qualidades citadas anteriormente deve ser criativo, procurando resolver ou minimizar os problemas encontrados focando nos mesmos, sem porém, perder a visão do futuro. Não político pessoal mas histórico. Ele têm e precisa enxergar além da ponta do nariz. Assim como grandes administradores gestores do passado que deixaram como heranças um HC - Hospital das Clínicas - da capital até hoje sem igual, uma Via Anchieta, a E.F. Noroeste do Brasil e Rodovia Do Oeste (Castelo Branco) ambas procurando a interligação dos Oceanos Atlântico e Pacífico, o Centrinho de Bauru e muitas outras realizações. Ela perguntou-me se eu gostaria de colaborar com o seu governo apresentando dois pontos inéditos, fora das rotinas orçamentárias e demais problemas que por certo encontrará. Assenti prontamente e considerei que terá ao seu lado um gestor competentíssimo, uma fonte de conhecimentos, experiências e sabedoria, o vice-prefeito dr. Orlando Costa Dias, o qual tem muito a oferecer.

O primeiro ponto diz respeito à uma futura macrorregião de Bauru, incluindo Agudos, Piratininga e Pederneiras, que em 2050 contará com 2 milhões ou mais de habitantes. Os problemas dos municípios são os mesmos, comuns; até então cada prefeito puxa a corda do seu lado ignorando o outro. Por que todos não puxarem a mesma corda para um mesmo lado o do progresso regional? Por que não se pensar já na interligação das cidades a fim de serem evitados problemas futuros de circulação? Que tal a Prefeita de Bauru convidar os respectivos colegas para a formação de um bloco BAPP (Bauru, Agudos, Piratininga e Pederneiras) para as reivindicações pontuais e da região? Já é tempo de se partir para uma municipalização solidária e não mais solitária e egoísta, inovando a administração pública, pois quando um é beneficiado, os outros, direta ou indiretamente também o são. Como modelo e inspiração temos o Mercosul.

A 2ª colaboração prometida fundamenta-se em uma realidade existente em Bauru: a dos imbróglios, dos "elefantes brancos", como é o caso "Maksoud" (38 anos), edifícios inacabados, prédios estaduais e federais fechados e abandonados, prédio da estação NOB (uma riqueza invejável e cobiçada) e muitas outras situações. Por que não convidar um grupo apolítico de abnegados e desinteressados bauruenses para, sem qualquer ônus para o município correrem atrás de informações, fornecendo aconselhamentos para possíveis soluções? Pura utopia ou fantasia como dirão os pessimistas e negativistas! Não, é perfeitamente possível porque em nossa cidade há muitos bauruenses que disponíveis, por serem independentes e apolíticos estarão dispostos a colaborar, mas tem que dar o "start".

Após a maravilhosa e proveitosa viagem, chegamos a Bauru. Ao nos despedirmos afiancei-lhe que, em virtude de sua inteligência, vontade e disposição, da experiência do seu vice, disposição da Câmara de Vereadores e, principalmente sob as bênçãos de Deus, sua administração será muito boa e ficará na história de Bauru.

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