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Violência contra mulher terá evento permanente em Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Após o feminicídio chocante da jovem Bruna Giovana da Silva, o enfrentamento à violência contra mulheres ganhou um novo aliado em Bauru. A "Mesa de Diálogos Por Bruna e Por Todas", fomentada pela união de entidades do município, pretende se tornar um instrumento institucional contra o feminicídio, com reuniões mensais. A primeira delas ocorreu na última semana, quando o evento permanente foi criado, e a próxima já tem data: 20 de janeiro, às 19h, na Subsede da OAB-Bauru, na quadra 30 da avenida Nações Unidas.

A atividade é aberta ao público, mas a participação deve ser comunicada previamente para que o grupo se organize, a fim de não gerar aglomerações em razão da pandemia.

"A morte da Bruna não pode ser em vão. A sociedade precisa se levantar e mostrar que todas temos o direito de dizer 'não'. Mais do que o debate estrutural, queremos fomentar ações em âmbito local e regional também", ressalta idealizadora do grupo, a vereadora eleita Estela Almagro (PT).

Conforme o JC noticiou, Bruna Giovana da Silva, de 24 anos, foi morta a facadas pelo seu ex-companheiro em frente ao condomínio em que morava, no Jardim Ouro Verde, em Bauru, na tarde de 12 de dezembro. A vítima, que era operadora de telemarketing, foi atingida na frente do filho de 4 anos.

RESPOSTAS

Em sua primeira reunião, realizada em 16 de dezembro, a Mesa de Diálogos contou com a participação de representantes do Conselho Municipal da Condição Feminina, do Conselho Municipal da Comunidade Negra, da Comissão da Mulher Advogada da OAB, do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O tema central debatido foi o feminicídio de um modo geral.

As entidades foram provocadas pelo grupo a apresentar, na próxima reunião, respostas para três questões levantadas. A primeira é um diagnóstico sobre a rede protetiva da cidade quando o assunto é violência contra a mulher, apontando quais as falhas e desafios futuros. O segundo ponto a ser levantado é uma espécie de mapeamento para saber onde estão as mulheres vítimas da violência. E a terceira questão é sobre o papel exercido por empresas, instituições e poder público quanto à problemática.

"A sociedade faz vista grossa. Em briga de marido e mulher, se tem violência, é preciso meter a colher sim", pontua Almagro. "A política pública existe, mas está na cara que não funciona, porque elas continuam morrendo. A Bruna, por exemplo, era uma jovem e que foi morta violentamente em uma tarde qualquer", finaliza.

SERVIÇO

Para participar da "Mesa de Diálogos Por Bruna e Por Todas", é só entrar em contato por meio do telefone (14) 99833-9009.

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