Nacional

Justiça afasta Marcelo Crivella e ele vai ficar em prisão domiciliar

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita suspendeu nesta terça-feira (22) o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do exercício da função.

A decisão está no despacho em que a magistrada acatou denúncia do Ministério Público e decretou prisão preventiva de 7 denunciados em um desdobramento da Operação Hades, que apura corrupção na prefeitura e tem como base a delação do doleiro Sergio Mizrahy. Também foram presos os empresários Rafael Alves, Christiano Stockler Campos e Adenor Gonçalves, o ex-tesoureiro da primeira campanha de Crivella, Mauro Macedo e o delegado aposentado Fernando Moraes. O ex-senador Eduardo Lopes, não foi encontrado.

Conforme o despacho, o esquema de corrupção apontado na Operação Hades, que teve hoje desdobramento com a prisão dos denunciados, intensificou-se na campanha de Crivella à prefeitura em 2016. Na ocasião, diz a magistrada, o empresário Rafael Alves pediu que Crivella providenciasse contas bancárias pelas quais pudesse receber quantias em espécie

De acordo com Rosa Helena, depois de Marcelo Crivella ser eleito, Rafael Alves passou a ocupar uma sala na sede da Riotur, empresa municipal de turismo, mesmo sem exercer qualquer cargo público. O doleiro Sergio Mizrahy disse que esteve no local diversas vezes para entregar ao empresário dinheiro em espécie.

"Relatou ainda o colaborador Sérgio Mizrahy que Rafael Alves cobrava propina para autorizar o pagamento de faturas atrasadas a empresas credoras, destinando o percentual de 20% a 30% a Marcelo Alves, seu irmão, então presidente da Riotur, e outro percentual ao prefeito Marcelo Crivella", destacou a magistrada.

De acordo com o MPRJ, as investigações começaram com a instauração do inquérito policial em decorrência do acordo de colaboração firmado com Sérgio Mizrahy, preso preventivamente.

OUTRO LADO

A defesa do prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entrou com pedido de liberdade no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Devido ao período de recesso no Judiciário, o habeas corpus foi analisado pelo presidente do tribunal, ministro Humberto Martins, que concedeu prisão domiciliar com tornozeleira. Ao chegar à Cidade da Polícia, o prefeito atribuiu a sua prisão a uma perseguição política. "Perseguição política. Lutei contra o pedágio ilegal e injusto, tirei recursos do carnaval, negociei com o VLT. Foi o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro", afirmou.

DOMICILIAR

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, decidiu na noite desta terça-feira (22) colocar Crivella em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Martins impediu Crivella de manter contato com terceiros, exceto familiares próximos, profissionais de saúde e advogados.

 

Comentários

Comentários