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Bolsonaro volta a rejeitar a 'vacina obrigatória' e defender voto em papel

Estadão Conteúdo
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São Francisco do Sul - O presidente Jair Bolsonaro decidiu se refugiar em uma colônia de férias das Forças Armadas, no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, onde está hospedado desde o sábado com o filho Carlos Bolsonaro e o secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

O presidente tem saído para pescar todas as manhãs e na noite de segunda-feira (21) ofereceu um jantar para convidados nas instalações do Forte.

Segundo assessoria de Bolsonaro, o presidente está em uma viagem de descanso, sem agenda oficial e sem assessores. Durante o jantar regado a frutos do mar na brasa, o presidente elogiou a atuação do ministro do STF, Kassio Nunes Marques, que no último dia 15 de dezembro liberou a pesca de arrasto no litoral gaúcho.

VACINA

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro criticou medida do Supremo que autorizou Estados e municípios a obrigarem a vacinação. "Quem quer tomar vacina toma, quem não quiser não toma. O Supremo deu poder aos governadores e prefeitos, uma medida restritiva, um perigo isso daí. Quem tem que ter poder é o presidente com o Ministério da Saúde. A vacina não será obrigatória".

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na semana que Estados e municípios podem decidir sobre a obrigatoriedade da imunização e até mesmo impor restrições para quem se recusar a ser vacinado. A medida, contudo, não significa vacinação à força, sem o consentimento do indivíduo.

COMÉRCIO

O presidente também voltou a se posicionar contrário ao fechamento de estabelecimentos como medida de prevenção. "Tem gente querendo fechar o comércio no ano-novo. O Brasil não pode se endividar mais, nós nos endividamos em mais de R$ 700 bilhões e quem vai pagar essa conta é vocês."

Na manhã desta terça, ao retornar da pescaria com o apresentador Ratinho, Jorge Seif e o ministro das Comunicações, Fabio Faria, Bolsonaro abraçou e tirou fotos com apoiadores, ele e a grande maioria ignoram o uso de máscara, que continua obrigatória em território catarinense.

VOTO EM PAPEL

Nos 25 minutos cumprimentando apoiadores, um deles questionou: "falta muito para chegar 2022, para apertar [o botão da urna eletrônica] de novo, presidente"? Poucos segundos após a pergunta, Bolsonaro respondeu: "Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição".

 

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