Tribuna do Leitor

A conversa chegou...

Patrícia Schubert
| Tempo de leitura: 1 min

"Mãe, Papai Noel não existe, né?", perguntou Vicente, em 24/12/2020.

Pensei...

"Da forma como nos contam, tal como uma lenda, não", respondi.

Ele continuou me olhando.

"Dia 25/12 comemoramos o aniversário de Jesus, filho de Deus, um homem que era muito bom, amava as pessoas e só fazia o bem. Ajudava as pessoas", continuei.

Pensei em dizer que, apesar de puro e bem intencionado, Jesus foi injustamente julgado. Porém, achei precoce e inoportuna a explanação.

"Então, Papai Noel é exemplo do amor de Cristo. Alguém que dá alimento a outra pessoa, que presenteia uma criança carente com roupa, que ajuda o próximo, está sendo Papai Noel", esmiucei.

Vicente, atento, pergunta: "São os pais que compram os presentes, então?"

"Sim. Mas, guarde isso pra você: nunca tire o sonho de ninguém. Não temos esse direito. Sendo assim, te peço pra não contar à irmãzinha Cecilia, que acredita em Papai Noel. Ela, no momento dela, perceberá que Papai Noel, na forma de lenda, não existe", eu disse.

Ele anuiu com a cabeça.

"Mãe?"

"Sim..."

"No próximo Natal, quando você for comprar presentes, posso ir com você para escolher um presente para Cecilia?", pediu meu filhinho de 8 anos.

Sorri e, sentindo-me feliz, concordei.

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