Tribuna do Leitor

2020: o ano em que mudei de vida

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Foi com certeza o pior de todos os anos para a maioria. Mas o assunto aqui é ser positivo, não para Covid, claro. Quem não ganhou alguns quilos a mais durante a quarentena e ainda não conseguiu eliminar? Muitos de nós, presumo. Há uma pesquisa de especialistas rolando na Internet, ainda não considerada científica, que aponta que ao menos quatro a cada 10 brasileiros engordaram significativamente durante a quarentena. Conheço vários exemplos. Alguns amigos, inclusive, não conseguiram voltar sequer a jogar futebol neste final de 2020 porque se descontrolaram com a comida. E este excesso de peso pode ocasionar lesões. Como tudo na vida é preciso ter cautela. Veja bem, eu não sou educador físico nem nutricionista, ok, mas venho aqui trazer um testemunho de quem mudou hábitos, rotina e eliminou 14 quilos em 90 dias.

Quando Bauru entrou na fase vermelha do plano São Paulo eu cheguei ao fundo do poço, com relação aos cuidados com a minha saúde. Ansiedade, nervosismo, preocupação e muita, mas muita comida. Me alavanquei para 94,5 quilos. Isso é muito, devido aos meus 1,73m de altura. Além do colesterol elevado, a proximidade do motor chegar aos 33 anos de uso e o acréscimo de ter o fator diabetes na família.

E olha só: investigações pelo mundo constatam que a obesidade é um dos fatores mais críticos para o agravamento da Covid-19. Você já fez o seu cálculo de Índice de Massa Corpórea (IMC) após o afrouxamento do isolamento social? É simples. Dá um Google ai e pesquise por "calculadora IMC". Escolha um site e faça o seu teste.

Segundo a medicina, quando o índice se situa entre 25,0 e 29,9 as pessoas estão com sobrepeso, o chamado gordinho (a). Acima disso, a classificação varia entre 30,0 e 34,9 e refere-se aos obesos leves. Era a faixa onde eu me encontrava, com 31,6 de IMC. De 35,0 a 39,9, são os obesos moderados e acima de 40,0 indica um grau de obesidade três.

Hoje o meu IMC é de 26,9, ou seja, ainda tenho gordura corporal pra queimar. Mas já consigo olhar no espelho e a diferença destes 90 dias é gritante.

Mas como eu consegui? Foi fácil? Não. Foi muito difícil? Depende. Perder peso é o resultado da seguinte fórmula: gastar mais calorias do que ingere. E tem uma importante variável: a força de vontade. Comece com pequenas metas diárias. Mas antes de tudo isso, te aconselho a começar 2021 procurando um clínico geral ou um nutrólogo, pedindo exames de sangue para avaliar e definir suas taxas glicêmicas. Depois um(a) nutricionista para montar uma dieta de déficit calórico. E tudo isso não adianta se você não tiver uma rotina de atividades físicas. E eu fiz tudo isso. Importante citar que não fui acometido pela Covid. Sempre estou de máscara, carrego álcool para onde eu vou e devido ao trabalho com futebol profissional já fiz quase dez testes rt-pcr (cotonete), todos negativados.

Em 2020 eu comecei a praticar um esporte e me apaixonei por ele: o tênis. Até comecei a fazer aulas. Mas o excesso de peso dificultava. Nestes últimos 90 dias, a rivalidade pra vencer os amigos em quadra, a busca de me superar e evoluir me fizeram também começar a correr para ganhar condicionamento físico. Na rua mesmo. Seja na Nações Norte ou nas marginais da Rondon. Me acompanhe no Instagram: @bruno5freitas.

Comecei caminhando, depois trotando, passei a correr 5km uma vez por semana, depois duas, três. Antes eram de 9 a 10 min por quilômetro, agora já são 7 ou 6min. Passei a aumentar a rotina para 7km e uma vez na semana eu procuro correr 10km. Já penso até nos 15km na São Silvestre, adiada para 11 de julho. Quem sabe!

Por fim, procurei uma academia. Estes são os esportes que escolhi fazer. Faça aquele que você goste. E sempre trace pequenas metas alcançáveis e vai superando cada uma e criando outras. Meu próximo objetivo já está definido: viver bem!

O autor é jornalista e assessor de imprensa de clube esportivo.

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