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Distrito de Tibiriçá precisa de investimento em Saúde e lazer

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

No mês que completou 101 anos de fundação, o distrito de Tibiriçá (cerca de 25 quilômetros da área urbana de Bauru) anseia por melhorias que avançam à passos lentos, segundo moradores, ainda mais levando em conta que o local possui mais de 3 mil habitantes. É difícil achar quem não se conheça. Qualquer rosto desconhecido circulando por ali, à noite, já chama a atenção e deixa as pessoas em alerta. Apesar de ser aprazível e ter a calmaria como sua principal característica, há questões que precisam avançar. A principal delas é na Saúde. Tibiriçá tem apenas um médico clínico geral para atender toda a população, não há ambulância e o posto de saúde precisa de reformas urgentes. A atual gestão encerra o ciclo em 31 de dezembro sem solucionar estes problemas e a pauta cai sobre o colo da prefeita eleita Suéllen Rosim.

Segundo o bancário aposentado Júlio César Macegoza, 64 anos, que reside no distrito há mais de 25 anos, a esperança por melhorias se renova com um novo rosto na Prefeitura de Bauru. Ele relata que é uma reivindicação antiga o retorno de uma ambulância fixa.

"Já houve aqui uma ambulância, há muitos anos. O servidor que era motorista já é falecido. Morava aqui no bairro. Todo mundo tinha o telefone dele. Depois de muitas quebras dos veículos, retiraram. A maior necessidade é sempre à noite. E dependendo da demora de deslocamento, pode custar uma vida", comenta o morador.

A subprefeita de Tibiriçá, Dulcinéia Cosmo, concorda com ele, da necessidade de se ter ali uma ambulância "full time", mas acrescenta que a maior urgência hoje é a reforma do posto de saúde.

"Está muito precário. Apenas uma sala e com um médico para toda a população. Com a pandemia, para evitarmos aglomerações no posto, os atendimentos foram transferidos para um salão onde haviam os bailes do distrito. Já conversamos com a Secretaria de Saúde e explicamos a necessidade. Um pronto-atendimento aqui é primordial", comenta Dulcinéia.

LAZER

Sobre opções de diversão, o aposentado Júlio reclama que não há lazer em Tibiriçá. Nem atividades esportivas. E não é por causa da pandemia. "Era necessário ter um complexo aqui pra lazer e esporte. Hoje os jovens do distrito não tem o que fazer, a não ser ir para Bauru", cita. A referência de esportes hoje em Tibiriçá é o campo municipal Zenzo Kikuti. O local não apresenta condições de uso para o retorno do futebol amador, programado para 2021.

REPRESENTAÇÃO

"As pessoas residem, mas a grande maioria trabalha fora. É muito bom, gosto de morar aqui. Sentimos a necessidade de mais representação pública. Hoje não temos nenhum vereador que trabalhe por melhorias à Tibiriçá na Câmara de Bauru. Só o saudoso ex-vereador Walter Costa, que sequer era daqui, olhava por nós. Ele vinha com frequência acompanhar as nossas necessidades. Ele tinha um projeto para uma piscina municipal, mas não avançou na prefeitura", recorda Júlio Macegoza.

Walter do Nascimento Costa foi parlamentar em Bauru entre 1977 e 2003 e presidente da Câmara em três legislaturas diferentes. Tibiriçá teve um candidato do distrito à vereador na eleição deste ano, até foi razoavelmente bem votado, mas não o suficiente para ser eleito.

Macegoza vê dificuldade em se formar uma associação de moradores. Segundo ele, falta um pouco mais de união de todos para conquistar isso. A subprefeita endossa que houve várias tentativas de se criar uma associação em Tibiriçá, mas não conseguiram. "Todos sabem os problemas, mas na hora de todos se reunirem, não conseguimos", cita Dulcinéia.

A subprefeita também chama a atenção para as frequentes quebras de lâmpadas em via pública, deixando com frequência Tibiriçá com ruas no escuro. E quando são trocadas pela CPFL, leva-se muito tempo, afirma.

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