Orlando Rollo deu nota 8 para a sua gestão de transição no Santos. O vice-presidente teve três meses à frente do clube após o impeachment de José Carlos Peres. Sem falsa modéstia, Rollo disse que faltou tempo para uma nota maior. "Quem sou eu para me dar 10? Se houvesse tempo de realizar ideias e tirar projetos do papel, a nota poderia aumentar", comentou Rollo em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30).
Na sua gestão, Rollo precisou lidar com graves problemas financeiros, acertando o pagamento de dívida pela aquisição de Cleber junto ao Hamburgo. Também chegou a receber propostas para negociar Lucas Veríssimo e Diego Pituca, em transações que poderão ser fechadas na gestão de Andrés Rueda, eleito no último dia 12 para três anos de mandato. Enquanto isso, Rollo promete voltar a ser "apenas" um torcedor, além de atuar como membro do Conselho Deliberativo do clube.
"Para a nota 10 faltou tempo. Com mais tempo, poderíamos realizar o trabalho com base de projetos sonhados e idealizados. Não pude realizar projetos, tive que apagar incêndio e pagar contas. Foi bem difícil", disse Orlando Rollo. "Tivemos que fazer três anos em três meses. E dou a missão como cumprida", completou. A gestão termina nesta quinta-feira (31). Andrés Rueda assume a presidência do Santos a partir de sexta-feira (1).
Rollo ainda se defendeu das críticas pelo desrespeito aos protocolos para evitar a propagação do coronavírus em evento na última segunda-feira (28), na Vila Belmiro, com a presença de Jair Bolsonaro. O dirigente declarou que não utilizou máscara para facilitar a comunicação com o presidente da República.
"Não usei máscara até para facilitar a comunicação com o presidente. O que acarretou? Eu já contraí Covid, o presidente já contraiu Covid, o atleta João Paulo, que apareceu no vestiário sem máscara, já contraiu Covid", disse Rollo.
Além do presidente, o evento, o jogo Natal Sem Fome, promovido por Narciso, contou com a presença de atletas do elenco profissional: João Paulo, Lucas Lourenço e Marinho. O presidente fez uma defesa enfática do atacante, assegurando que ele cumpriu as medidas de proteção, só retirando a máscara para tirar um foto no vestiário da Vila Belmiro.
TIME
Yeferson Soteldo voltou a treinar pelo Santos na manhã desta quarta-feira (30), no CT Rei Pelé. O camisa 10 não foi a campo na última terça (29) em função de uma indisposição. Na atividade, com Pará e Madson ainda em tratamento de dores na coxa, o volante Vinicius Balieiro ficou na lateral direita. O Santos enfrentará o Boca Juniors no quarta-feira (6), em La Bombonera, pela ida da semifinal da Libertadores.
Cuca testará várias alternativas antes da decisão. A escolha terá a ver com o estudo sobre o Boca Juniors e o desempenho no período maior para treinamentos. Pará deve voltar a tempo. A provável escalação, baseada no treinamento desta quarta, é: John, Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Soteldo; Marinho, Lucas Braga e Kaio Jorge.