Internacional

Reino Unido autoriza novo lockdown

Iander Porcella
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, confirmou nesta segunda-feira, 4, que o país entrará em novo "lockdown" nacional para conter a variante do coronavírus que é 70% mais transmissível. Em um pronunciamento à nação, o premiê afirmou que as medidas restritivas passarão a valer nesta terça-feira (5), e permanecerão em vigor até pelo menos meados de fevereiro.

Com as novas restrições, as escolas e universidades britânicas serão fechadas, e aulas passarão a ser remotas. Além disso, os cidadãos serão aconselhados a permanecer em casa. "Temos que fazer mais juntos para controlar essa nova variante enquanto nossas vacinas são lançadas", disse Johnson no pronunciamento.

A flexibilização das medidas no meio de fevereiro, de acordo com o primeiro-ministro britânico, dependerá do processo de vacinação e de "todos fazerem a sua parte". O país já aprovou o uso emergencial de dois imunizantes: o desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech e o produzido pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford.

"As semanas seguintes serão as mais difíceis até agora, mas realmente acredito que estamos entrando na última fase dessa luta", declarou Johnson. "Temos que permanecer cuidadosos com o que vem pela frente", acrescentou.

SEGUNDA DOSE 

Mais dois países europeus - Alemanha e Dinamarca - anunciaram que estudam adiar a segunda dose da vacina contra Covid-19 para imunizar com uma dose só o maior número de pessoas o mais rapidamente possível.

A medida foi adotada pelas autoridades nacionais de saúde do Reino Unido, com base em dados do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização, que afirma que a primeira dose garante "proteção substancial, em particular para Covid-19 grave, dentro de duas a três semanas de vacinação".

De acordo com eles, a segunda dose é mais importante para a duração da proteção que para sua eficácia, e garante um aumento apenas marginal das defesas. No Reino Unido, a segunda dose, antes prevista para 28 dias depois da primeira, agora deverá ser dada após quatro meses.

O objetivo da mudança de estratégia no Reino Unido, agora cogitada por outros países, é atingir os 70% da população imunizada, a chamada imunidade de rebanho, que controlaria a transmissão.

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