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Contas 'extras' de janeiro exigem mais cuidado em ano de pandemia

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Janeiro é marcado pelo orçamento apertado a muitas famílias, devido à junção das contas mensais com as específicas deste período, como o IPVA, as matrículas e a aquisição de material escolar para quem tem filhos, além das faturas de cartões de crédito elevadas pelos gastos de Natal. Só que, em 2021, a pandemia deixa este período ainda mais complicado. Com isso, especialistas dizem que o ideal é, mais do que nunca, aproveitar os descontos no pagamento à vista e evitar o acúmulo de dívidas, como vários parcelamentos, enquanto o cenário econômico ainda estiver fragilizado.

De acordo com o economista Reinaldo Cafeo, como a previsão é de que a economia só comece a melhorar no segundo semestre deste ano, as famílias terão de se esforçar para eliminar pendências e evitar gastar sem planejamento. Dessa forma, uma opção é explorar os pagamentos à vista, em que os descontos são maiores. O IPVA, por exemplo, que começa a vencer nesta quinta-feira (7), fica 3% mais barato nessas condições. No caso do IPTU - que vence em abril em Bauru -, quem pagar à vista recebe 10% de desconto na versão digital (leia mais na página 8) e 5% no carnê físico.

Já para as famílias que têm gasto com material escolar, uma opção é aproveitar o atacarejo. "É difícil conseguir um bom desconto comprando itens para apenas um aluno, mesmo pagando à vista. Porém, se vários pais forem juntos, compensará mais para o lojista vender um pacote de cadernos do que uma unidade", opina Cafeo.

EQUILIBRAR CONTAS

Mas, antes disso, ainda de acordo com o economista, o primeiro passo para evitar o endividamento é ter um olhar claro sobre a renda mensal e as despesas da família. "Se os gastos forem superiores aos ganhos, devem ser feitos cortes, começando pelo que é supérfluo. Caso ainda não seja suficiente, é preciso reavaliar os custos essenciais, como mercado e transporte, e fazer adaptações para economizar também neste aspecto", explica.

Entretanto, se, mesmo assim, as contas não se equilibrarem, o problema pode estar no estilo de vida. "Vale considerar a possibilidade de uma casa menor, reduzir nas compras de mercado ou até medidas mais drásticas, como examinar as condições de manter o filho na rede privada", analisa Cafeo. O importante, segundo ele, é que os gastos estejam adequados ao nível de renda para não cair no endividamento.

Nos casos em que a família está com a 'corda no pescoço', a orientação do economista é que priorizem o pagamento das despesas com juros maiores, como cartões de crédito e o cheque especial da conta bancária. Existe também a opção do refinanciamento, caso alguma parcela seja muito alta e não se encaixe no orçamento.

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