Dentro de quadra, a oposta azeri Polina Rahimova tem sido um dos grandes destaques do voleibol mundial há anos e, nas últimas duas temporadas, brilha defendendo o Sesi Vôlei Bauru. Mas agora ela também quer atuando fora das quadras como integrante da Comissão de Atletas da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), cargo para o qual concorrerá nas eleições que serão realizadas nas duas últimas semanas deste mês.
Lançada oficialmente durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, a Comissão de Atletas da FIVB é atualmente formada por dez jogadores de nove países diferentes que representam o vôlei e o vôlei de praia.
Entre os objetivos da Comissão, estão o de promover os valores do vôlei e do vôlei de praia como um esporte limpo e justo; divulgar aos atletas informações sobre questões médicas e antidopagem; estudar propostas para a melhoria das condições dos atletas na participação ou preparação para competições; estudar propostas de oportunidades pós-carreira dos atletas; dar feedback sobre as competições da FIVB e propor melhorias.
Polina ressalta que seu objetivo ao concorrer a uma das vagas da comissão é o de retribuir tudo o que o voleibol já lhe proporcionou. "O voleibol é a minha vida e agora é hora de retribuir. Joguei voleibol de alto nível durante muitos anos em diferentes continentes (Europa, Ásia e América do Sul) e países, quebrei recorde mundial, ganhei muitos prêmios e aprendi diferentes culturas. Estou no mundo do voleibol mais da metade da minha vida e serei parceira deste mundo através dos nossos futuros 'filhos'. Quero compartilhar experiência com jovens jogadores com fome de voleibol", destaca a atleta pela assessoria de imprensa do Sesi.
Polina enfatiza que um dos seus principais focos na comissão seria ajudar as crianças, especialmente as de países onde o voleibol ainda carece de melhor estrutura e sofrem com guerras, como o Azerbaijão.
"Eu quero um mundo pacífico. Meu país acabou de sair da segunda guerra de Karabagh e muitas crianças perderam suas famílias. Eu quero ajudá-los nesta reabilitação e o melhor que posso fazer é o vôlei. Eu e minha federação vamos ajudar essas crianças a sobreviver na vida".