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Volta às aulas continua indefinida

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Segue indefinida a volta às aulas presenciais das escolas públicas e particulares em Bauru. A expectativa era de que a prefeitura se posicionasse sobre o assunto em reunião pública virtual, nesta quarta (6), chamada pela vereadora Chiara Ranieri (DEM). A nova gestão do Palácio das Cerejeiras, contudo, deixou claro que a rede municipal não está preparada, hoje, para o retorno gradual. O governo também não se posicionou sobre as redes estadual (que trabalha com o cronograma de retomada para o dia 1 de fevereiro) e privada, que, desde o ano passado, reivindica autorização para voltar a atender parte de seus alunos.

Durante o encontro, tanto a rede particular quanto o Estado garantiram ter condições de voltar, seguindo protocolos.

Em nota, a prefeitura disse que definirá a situação da volta às aulas nos próximos dias.

PENDÊNCIAS

A reunião virtual durou cerca de 4 horas. A prefeita Suéllen Rosim (Patriotas) participou e se mostrou comprometida com o retorno das aulas. Ponderou, contudo, a complexidade das providências que precisam ser tomadas neste sentido.

Pendências que impedem o retorno das unidades foram elencadas pela secretária municipal de Educação, Maria do Carmo Kobayashi. Totens de álcool em gel adquiridos pelo governo anterior, por exemplo, foram entregues com problemas. Há, ainda, o processo de compra de canecas para o uso dos alunos, a fim de evitar o consumo direto em bebedouros, que ainda segue sob análise do jurídico.

Chiara Ranieri lembrou que havia solicitado, em dezembro, mais informações à prefeitura sobre a estrutura das escolas. A secretária se comprometeu a enviar o levantamento à Câmara.

Diante dos apontamentos, os vereadores Estela Almagro (PT), Pastor Bira (Podemos), Pastor Edson Miguel (Republicanos), Marcelo Afonso (Patriota) e Beto Móveis (Cidadania) externaram a intenção de realizar vistorias em escolas públicas.

PREJUDICA

Já Coronel Meira (PSL) e Guilherme Berriel (MDB) ressaltaram que as escolas privadas não podem ser penalizadas com a privação de funcionamento pelo fato de a rede municipal, ao longo de todo o ano passado, não ter tomado as providências esperadas.

Maria Kobayashi ponderou, contudo, que o princípio da isonomia dificultaria o estabelecimento de regras distintas para as redes pública e privada.

O encontro contou ainda com a diretora regional de Ensino, Gina Sanchez, e com sindicatos que envolvem estabelecimentos de ensino. Estes últimos reforçaram a urgência na retomada, especialmente da educação infantil.

Representantes de órgãos que representam os trabalhadores da Educação também participaram da reunião e cobraram mais debates e informações.

MULTISSETORIAL

Além da questão educacional, o papel social da escola em relação à vulnerabilidade foi considerado nas discussões, que também contou com a participação do Conselho Tutelar.

Chiara sugerirá que a tomada de decisões não seja balizada somente pela prefeitura e pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, mas por uma comissão multissetorial com representantes da Saúde, da Educação e da Assistência Social.

 

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