Washington - A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, defendeu nesta quinta-feira a destituição de Donald Trump do cargo de presidente do país. Durante uma coletiva de imprensa, a democrata disse que o líder da Casa Branca cometeu um "ato de sedição para minar as eleições" ao incentivar manifestantes que invadiram o prédio do Congresso na quarta-feira, 6, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020. Depois de uma sessão que se estendeu pela madrugada, o presidente eleito foi, finalmente, certificado.
"Eu me junto ao líder democrata do Senado, Chuck Schumer, ao pedir ao vice-presidente que remova este presidente invocando imediatamente a 25ª emenda", declarou Pelosi, em referência ao trecho da Constituição americana que permite ao vice, juntamente com membros do gabinete do governo, destituir o presidente por perda da capacidade de exercer o cargo.
IMPEACHMENT
De acordo com a democrata, se Mike Pence não agir, o Congresso pode avançar com um processo de impeachment. "O presidente dos EUA incitou uma insurreição armada contra a América", afirmou Pelosi. "Ele é uma pessoa muito perigosa que não deve continuar no cargo. Isso é urgente, é uma emergência da mais alta magnitude!", emendou.
MORTES
Ao menos quatro pessoas morreram durante a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores do presidente Donald Trump nesta quarta-feira (6), enquanto os parlamentares realizavam a sessão de ratificação da vitória de Joe Biden nas eleições.
Uma das quatro pessoas que morreram durante a invasão de extremistas era uma veterana da Força Aérea americana e apoiadora fervorosa do presidente Donald Trump.
Ashli Babbitt, 35 anos, morreu ao tentar passar por uma barreira. Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver que um grupo tentava forçar uma porta com vidros quebrados que estava bloqueada por cadeiras e mesas. A mulher tenta passar pela barreira e um dos policiais atira contra ela.
Ela chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O chefe do departamento de polícia de Washington, Robert J. Contee, afirmou que outras três mortes (dois homens e uma mulher) foram registradas nos arredores do Capitólio.
Ainda segundo Contee, ao menos 14 policiais ficaram feridos, um deles em situação grave, durante os confrontos no Congresso. Ele também informou que 52 pessoas foram presas.