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Bloqueios de trânsito estão de volta

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Após um hiato de meses, os comandos policiais de trânsito voltaram de forma intensa em Bauru. O número de bloqueios da Polícia Militar (PM) havia reduzido drasticamente, pois os efetivos do Pelotão de Trânsito estavam empenhados no atendimento de outras ocorrências de policiamento. Porém, como houve um aumento na quantidade de acidentes graves no município, segundo a corporação, notou-se a necessidade de destinar uma parte do efetivo para formar, novamente, as equipes de bloqueio policial, o que ocorreu no final de 2020.

De acordo com o Comandante Interino da 1.ª Companhia do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o primeiro-tenente Eduardo Rezende Sanches, o principal objetivo dessas equipes é fiscalizar qualquer infração de trânsito: condições do veículo, estacionamento, circulação e, principalmente, direção sob efeito de álcool. "Nos preocupa também o aumento de acidentes envolvendo motociclistas e queremos combater isso. Vimos crescer a quantidade de motos na rua. São muitos entregadores, que precisam dirigir com cautela", afirma, destacando que as equipes do agentes do Grupo de Operações de Trânsito (GOT), da Emdurb, auxiliam em parte dessas verificações.

O tenente ainda explica que é feito um estudo dos locais em que ocorrem acidentes de trânsito com mais frequência e daqueles em que há maior circulação de veículos. Isso determina quais os pontos estratégicos para realizar as operações durante a semana.

RESULTADO

Em apenas um mês, de acordo com o oficial, já foi possível notar um efeito positivo das fiscalizações. "Em novembro de 2020, três pessoas morreram no trânsito em Bauru. No mês seguinte, com a intensificação dos bloqueios policiais, apenas um acidente fatal foi registrado na cidade", ressalta Eduardo Rezende Sanches.

Outra consequência dessas operações fica evidente ao comparar a quantidade de motoristas autuados por infringir alguma regra de trânsito. Entre novembro e dezembro do ano passado, a quantidade mais que dobrou: saltou de 540 para 1.139. A tendência natural é que esses números sigam aumentando no decorrer do ano, segundo a corporação.

BAFÔMETRO

Uma parcela desses motoristas foi autuada por embriaguez ao volante, condição que, segundo o tenente Rezende, é o principal causador de acidentes graves nas vias bauruenses. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, os testes de etilômetro (bafômetro) não foram interrompidos durante a pandemia.

"O bocal do etilômetro onde o motorista assopra é descartável. O policial abre a embalagem na frente dele, encaixa o objeto no equipamento e, assim que o teste termina, o bocal é descartado. Com isso, não oferece risco ao condutor, nem aos policiais, que usam luvas e seguem as recomendações sanitárias, como uso de máscara e higiene das mãos com álcool em gel", explica Rezende.

O comandante ainda aconselha que os motoristas baixem o aplicativo Carteira Digital de Trânsito, disponível nas lojas de aplicativo. Dessa forma, sempre que o condutor estiver com o celular, terá acesso à versão digital da própria Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), que equivalem à apresentação dos documentos físicos durante uma eventual fiscalização policial.

 

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