Nesta segunda-feira (11), o Banco do Brasil (BB) anunciou uma ampla reestruturação, incluindo um programa de desligamento e outro de readequação de quadros, além da extinção de agências em todo o País (leia mais na página 17). Em Bauru, o Sindicato dos Bancários afirma que a unidade da rua Virgílio Malta, na região central, poderá fechar as portas dentro de 30 dias e, por isso, busca negociar com o banco. O BB, por sua vez, diz que não detalhará o cenário em cada cidade e todas as mudanças - com prazo para começarem a partir de 22 de fevereiro - visam "reforçar a competitividade e fortalecer o protagonismo histórico da instituição" (leia mais abaixo).
Coordenador do sindicato, Paulo Tonon explica que soube do possível fechamento da agência da Virgílio pelos próprios trabalhadores. "A unidade ficou zerada no sistema do banco após o anúncio da reestruturação", complementa.
Ainda de acordo com ele, a agência do Mary Dota se transformará no que o BB chama de loja. "Este tipo de local será mais focado na venda do que no atendimento em si e, por isso, abrigará somente caixas eletrônicos", detalha.
Na região de abrangência do sindicato, que compreende 39 cidades, as agências de Avaí e Cabrália Paulista, segundo Tonon, sofrerão a mesma mudança. "Não vejo tal alteração com bons olhos, porque muita gente não sabe utilizar os terminais eletrônicos nas cidades pequenas e nos bairros mais populares", observa.
AÇÕES COLETIVAS
Diante disso, o coordenador da entidade adianta que ingressará com duas ações coletivas. A primeira delas visa evitar a redução salarial dos caixas destas unidades que ganharão uma nova função, afinal, eles recebem uma comissão de cerca de R$ 1 mil e, se passarem a exercer outro cargo, poderão perder o benefício.
A segunda ação pretende coibir as transferências arbitrárias. "No caso dos trabalhadores da agência da Virgílio, se ela, de fato, fechar as portas, os servidores deverão ser remanejados para outros estabelecimentos situados na mesma cidade - de preferência, para o da Rui Barbosa, que ficará sobrecarregado com o fechamento de uma das duas únicas unidades da região central", esclarece.
Paralelamente, o sindicato enviou, nesta segunda-feira (11), um ofício para marcar uma reunião com os representantes do BB, mas ainda não obteve resposta. "Nós também gostaríamos de verificar os números da nossa região, como a quantidade de servidores que deverão aderir ao programa de desligamento", comenta.
A entidade se organiza, ainda, para um ato, em frente à agência da Virgílio, dentro dos próximos dias.