Geral

Número de padrinhos afetivos despenca e Aelesab faz apelo por mais voluntários

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 3 min

Para minimizar a sensação de abandono de crianças e adolescentes que vivem em abrigos, foi criado o programa Apadrinhamento Afetivo. Nele, as pessoas podem apadrinhar um menino ou uma menina e oferecer carinho, atenção e afeto. Porém, por conta da pandemia, houve uma queda acentuada na quantidade de padrinhos e madrinhas nos três abrigos administrados pelos Programas de Integração e Assistência à Criança e Adolescente (Aelesab) em Bauru. Com isso, muitos desses abrigados acabam afetados ainda mais pelo isolamento social.

E a pandemia também mudou a maneira de estreitar os laços entre os envolvidos, tendo em vista que as visitas nas instituições também foram interrompidas. De acordo com a assessora de comunicação da Aelesab, Rosi Santini, de 31 anos, neste momento, o convívio entre padrinho e apadrinhado afetivos - geralmente a cada 7 ou 15 dias - se dá por chamadas de vídeo, quando eles podem conversar e compartilhar um momento pela plataforma virtual.

Antes do coronavírus, os afilhados podiam participar de passeios, almoços, jantares e até viagens - essenciais para proporcionar esses momentos familiares que são tão importantes a eles. Inclusive, Santini acredita que a falta do contato físico seria o principal motivo para a queda na adesão ao programa. Atualmente, apenas quatro crianças estão apadrinhadas, ao contrário do período anterior à pandemia, onde quase todos os abrigados tinham um padrinho ou madrinha.

"Para as crianças e adolescentes, é muito importante ter esse convívio social e afetivo. Eles vêm de lugares onde tinham carência de carinho e atenção e que esse padrinho pode, então, proporcionar momentos familiares e de diversão. Eles amam sentir que têm uma família, um pai, uma mãe, um irmão", explica Santini.

Diante disso, a entidade busca pessoas que tenham disponibilidade para, de fato, assumir esse papel de contribuir com a vida do apadrinhado, em toda a sua jornada, e dar muita atenção e carinho para a criança ou o adolescente. "É importante que seja alguém presente e que leve o programa até o fim. Eles já sofreram uma perda. Se o padrinho se afasta, eles também sentem muito esse abandono", afirma a assessora, ressaltando que os abrigados são acompanhados por psicólogos e assistentes sociais.

COMO PARTICIPAR?

Para se candidatar ao programa, é necessário ser maior de 18 anos e ter 16 anos de diferença entre padrinho e afilhado. Os interessados devem ligar para o setor de assistência social da Aelesab no (14) 3204-6169. Por lá, eles farão o encaminhamento aos coordenadores de um dos abrigos, responsáveis por entrevistar e avaliar se a pessoa está apta ou não para participar. Se aprovado, o indivíduo passa por uma reavaliação a cada dois anos pela instituição.

Podem ser apadrinhadas crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos, que têm perspectiva de longa permanência no serviço, ou seja, com poucas chances de voltarem a morar com suas famílias de origem ou serem adotados, por motivos variados.

Mais informações podem ser obtidas pelo pages.lahar.com.br/aelesab-apadrinhamento.

A ENTIDADE

A Aelesab é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que, desde 2003, tem como objetivo planejar e executar projetos assistenciais destinados à população de baixa renda ou em situação de risco e vulnerabilidade social em Bauru e região. A entidade atua em parceria com a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes), e administra três abrigos: Lar Aelesab, Lar Flora e Lar Educado Lanzetti, além do Lar Quarentena, criado durante a pandemia.

 

Comentários

Comentários