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Em novo filme, Maisa Silva é jovem 'hippie'


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No primeiro projeto da atriz, apresentadora e influencer Maisa Silva na Netflix - o filme "Pai em Dobro" - ela interpreta Vicenza, uma jovem de comunidade hippie que vai ao Rio tentar encontrar seu pai, figura ausente nos seus 18 anos. Dirigido por Cris D'Amato e com roteiro de Thalita Rebouças, o filme é uma aventura adolescente com amor, humor e Carnaval, filmado antes da pandemia, mas também trata de uma questão bastante delicada, o abandono de crianças por parte dos pais, problema comum no Brasil. O longa chega à plataforma na sexta-feira (15).

A ideia do filme surgiu em um papo da escritora e roteirista com o ator Edu Moscovis - que no filme interpreta Paco, um dos "candidatos" a pai de Vicenza. A escritora que já teve diversos livros adaptados para o cinema, agora fez o caminho inverso: criou uma história original para a tela e depois escreveu o romance, lançado em novembro pela editora Rocco com o mesmo título.

Na história, Vicenza faz um desejo de aniversário para a mãe, Raion (Laila Zaid): conhecer seu pai. Com a resistência da mãe, a protagonista decide partir para o Rio de Janeiro com uma única pista, uma foto do carnaval de 2002 que mostra um endereço no bairro de Santa Teresa.

Depois de encontrar Paco (um solteirão que até leva na boa a possibilidade de ter uma filha perdida, alguém bem diferente do personagem de Moscovis em "Bom Dia, Verônica"), ela também esbarra em outras fotos da mãe com Giovani (Marcelo Médici), na mesma época. Os dois novos relacionamentos entre possíveis pais e filha se misturam com a descoberta, por parte de Vicenza, do amor, com o jovem Cadu - vivido aqui por Pedro Ottoni, revelação da internet. Aos 21 anos, Ottoni já acumula centenas de milhares de seguidores no seu canal do Youtube atormentado.

VIRADA

O filme tem tudo para representar uma virada na carreira de Maisa, que começou no SBT ainda criança e hoje, aos 18 anos, é uma das principais vozes do Twitter brasileiro. "O Pai em Dobro marca uma nova etapa na minha carreira, é o meu primeiro grande projeto depois que fiz 18 anos, o primeiro depois de sair da TV e o primeiro na Netflix", diz. "A Vicenza é diferente de tudo que fiz até hoje, e sinto que ainda quero interpretar muitas pessoas diferentes."

Ela conta que ainda não tem um "plano de carreira" estabelecido, mas como outras atrizes da sua geração pretende manter canais abertos em diversas áreas: na atuação, apresentação, redes sociais e empreendedorismo.

As companheiras de Maisa na produção são só elogios. "É muito lindo acompanhar o crescimento dela como atriz", diz Thalita. A parceria é a terceira entre a escritora e a atriz, depois de Tudo Por Um Popstar (2018) e Ela Disse, Ele Disse (2019). "A Maisa é uma estrela", certifica a diretora, Cris D'Amato. "Sou fã dela desde pequenininha."

Rodado no Rio, o filme teve os sets montados entre janeiro e fevereiro de 2020 - logo antes da tragédia global lançar os braços com força sobre o Brasil. "Lembro que estávamos filmando numa casa, em um dia meio chovendo, e eu comentei com a equipe que aquele 'negócio' surgido na China ia chegar aqui, que era perigoso... Juro que fui sacaneada. As pessoas lembram dessa história, porque o negócio tomou uma proporção absurda", diz Cris D'Amato.

Uma das cenas tem um bloco de Carnaval descendo as ladeiras do bairro. "A gente podia se abraçar, se beijar, suar juntos? aquele bloco é um bloco de verdade, que contratamos, sendo a maioria são mulheres. Vamos abraçar a mulherada, temos que sair do discurso", conclui Cris D'Amato.

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