Saúde

O que os olhos vêem o coração sente

Raphaela Ramos
| Tempo de leitura: 1 min

Artigo publicado pela revista Scientific American com entrevista com o neurocientista da Universidade de Stanford Andrew Huberman, aponta que nossos níveis de estresse não têm relação apenas com o conteúdo que lemos ou assistimos, mas também estão ligados à respiração e ao que nossa visão capta. Segundo o neurocientista, quando vemos algo estressante, nossa frequência cardíaca e respiração aumentam, as pupilas se dilatam e é como se nosso sistema visual entrasse "no equivalente ao modo retrato do smartphone".

Huberman explica que a maneira como respiramos causa um impacto muito forte nos níveis de estresse. "Se você quiser aumentar sua frequência cardíaca, inspire mais do que expira. O oposto também é verdade", explica o neurocientista. Essa compreensão pode nos ajudar a lidar com o estresse, principalmente no momento de inseguranças e crises provocadas pela pandemia da Covid-19.

A neurocientista Ana Carolina Souza explica que o estresse é uma resposta de defesa do nosso corpo, que pode ocorrer quando há ameaça concreta, física ou emocional, ou quando a pessoa antecipa algo que tem medo que aconteça. "Pode ocorrer quando recebemos uma notícia ruim, quando somos cobrados de algo que não damos conta, medo..."

A psicóloga Adriana Cabana alerta que o excesso de estresse pode causar diversos prejuízos para a vida social. "A pessoa fica tão irritada que não consegue se relacionar bem, tem insônia. Se a pessoa perceber que o nível de estresse está causando prejuízo na sua vida social ou familiar, já é o ponto de pedir ajuda profissional."

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