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Primeira brasileira a ser vacinada não apresenta efeitos colaterais

FolhaPress
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São Paulo - Um dia após ser a primeira pessoa vacinada no Brasil contra a Covid-19, a enfermeira Monica Aparecida Calazans, 54 anos, afirmou que não sentiu nenhum sintoma adverso ou efeito colateral após tomar a Coronavac. Não teve febre nem dor no braço vacinado.

"A diretoria [do hospital] recebeu uma ligação afirmando que eu iria tomar a primeira dose [da vacina contra Covid-19] no Brasil. Não sabia que estava na lista [do governo]. Só tive tempo de alinhar as ideias, avisar uma colega de plantão e ir ao local do evento", disse a profissional da saúde.

PERFIS FALSOS

Em decorrência da repercussão sobre a primeira dose aplicada no país, incluindo destaque na imprensa internacional, Monica afirmou que foram criadas cerca de 300 contas falsas, como se fossem dela, no Twitter. "Mas já estou resolvendo este problema com eles [da rede social]", disse. Uma dessas publicações falsas diz que a enfermeira passou o fim de ano na praia em meio a aglomerações.

Nascida e criada na região de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, Monica se mudou há cerca de sete anos para Itaquera, também na zona leste, onde mora com o único filho, de 30 anos.

Nesta segunda-feira (18), ela concedeu entrevistas o dia todo e, por isso, não conseguiu trabalhar, diferentemente de domingo, quando, após ser vacinada, retornou para seu plantão.

Formada em enfermagem desde 2011, Monica é do grupo de risco da Covid-19, pois é obesa, hipertensa e diabética. Isso, porém, não a impediu de trabalhar na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Instituto Emílio Ribas antes mesmo da decretação da quarentena, em março, e onde continua atuando.

MEDO DA RUA

"Antes mesmo do início [da quarentena] já trabalhava me protegendo com máscara, luva, mantendo a limpeza. Dentro do Emílio Ribas o que não falta é EPI [Equipamento de Proteção Individual]. É mais fácil eu me preocupar [com infecção pela Covid-19] na rua do que dentro do hospital", afirmou.

Ela diz isso se referindo às pessoas que insistem em se aglomerar em baladas clandestinas e em bares. "Isso é lamentável. A pessoa que se aglomera faz isso porque não teve casos [do novo coronavírus] na família. Quando ela vê uma pessoa próxima no leito, por causa do vírus, suplicando por oxigênio, aí não aglomera mais. Algumas pessoas precisam sentir na pele a dor para ter consciência", desabafou.

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