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Portugal vota hoje para presidente de olho em disputa por 2º lugar

FolhaPress
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Lisboa - Com as pesquisas indicando uma reeleição confortável do atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal vai às urnas neste domingo (24) de olho em quem ficará na segunda posição.

A vice-liderança é alvo de uma disputa acirrada entre dois candidatos de espectros políticos completamente distintos: a ex-embaixadora Ana Gomes, 66, com décadas de militância socialista, e o deputado André Ventura, 38, líder do partido de direita populista Chega.

A luta pelo segundo lugar, antes uma questão simbólica de força política, ganhou força com as previsões de abstenção recorde, algo que poderia levar a disputa a um até então inesperado segundo turno.

As eleições ocorrem no pior momento da pandemia de coronavírus, com o país voltando para um confinamento geral. Como o voto é facultativo, o medo da Covid-19 deve deixar muitos eleitores em casa, especialmente os idosos, o grupo que mais costuma votar.

À FRENTE

Com altos níveis de popularidade e mais de 57% das intenções de voto em todas as sondagens, Rebelo de Sousa ocupa situação tranquila, mas já admitiu publicamente a possibilidade de disputar um segundo turno.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa ter mais do que 50% dos votos, como ocorre no Brasil. Caso isso não ocorra, os dois mais votados disputam uma segunda rodada.

Para a cientista política Paula Espírito Santo, professora da Universidade de Lisboa, os efeitos da crise sanitária na votação são relevantes, mas ela enxerga a declaração do atual presidente como "uma forma de apelo aos eleitores que já dão sua eleição como certa".

DIREITA

O resultado das presidenciais ajudará a demarcar o tamanho da ascensão da direita radical na política lusitana, que durante muitos anos foi considerada, de alguma forma, imune a esse tipo de discurso.

Portugal tem um regime parlamentar, no qual o governo é responsabilidade do premiê. O presidente tem função mais institucional, ocupando o posto de chefe de Estado. Ainda assim, o cargo concentra poderes considerados estratégicos, como a possibilidade de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

O mandato, que começa oficialmente em 9 de março, tem duração de cinco anos.

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