As raízes da dor que dilaceram nossas almas se espalham por todos os lugares da Terra. Existem dores que não doem apenas em nós, mas que são refletidas nos olhares e gestos daqueles que amamos. Os corações que nasceram com o objetivo de iluminar a terra estão nublados pela situação que nos colocou diante de tudo aquilo que é finito. A vida esfregou em nossas faces o quanto somos breves, temporários e passageiros. Mas foi a polaridade que teve a maior influência negativa que a humanidade já presenciou, fizeram com que o ódio, a raiva e as diferenças nos colocassem em posições diferentes, o mal sabe que separados somos mais fracos.
O momento de guerra requer mais do que força, ele exige a presença da resiliência, a solidariedade e empatia para que possamos enxugar as lágrimas daqueles que mais precisam. Somos aqueles que engolem o choro e seguem, mas precisamos de apoio para enterrar os que se foram.
O respeito é imprescindível, aquele que não respeita a dor do próximo apenas prova o quão infame é. Em tempos de guerra, temos que dar as mãos, fazer a parte que nos cabe e ajudar a criar pontes. Os muros que insistem em nos separar apenas reforçam que a fragilidade da desunião anuncia nosso fim.
Somos os soldados que ainda estão em pé, muitos estão na linha de frente, no campo de batalha vendo o sangue ser derramado. Já não há mais tempo para ignorar ou anular a dor que se espalha. É hora de deixarmos as diferenças de lado, dividir o pão e exercitar a união. Temos que nos unir, rezar, fazer a prece, orar e intencionar de forma genuína. A batalha só será vencida quando o egoísmo sair de cena.