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'Saúde cumpriu seu papel em Manaus'

Estadão Conteúdo
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Manaus - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta terça-feira (26) que o aumento de contaminações e internações pela Covid-19 em Manaus (AM) foi "uma situação completamente desconhecida para todo mundo". Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela atuação no colapso de saúde na capital do Amazonas, Pazuello voltou a afirmar que agiu para amenizar a crise e que o papel do ministério é somente de "apoio".

"Tivemos salto da contaminação, triplicando o número de contaminados. Foi uma situação completamente desconhecida para todo mundo. Foi muito rápido", disse o ministro, em evento para inauguração de reabertura do hospital Nilton Lins, em Manaus, que teve a capacidade de atendimento ampliada.

Pazuello apontou a variante da Covid-19 encontrada em Manaus como uma possível causa para o aumento das contaminações. Ele disse que a nova cepa está sendo estudada no Brasil e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

MAIS TRANSFERÊNCIA

Pazuello afirmou que o fornecimento de oxigênio para o Amazonas foi "equalizado". Disse ainda que mais de 300 pacientes foram transferidos a outros Estados. "O objetivo é chegar a em torno de 1,5 mil pessoas removidas", disse.

O general voltou no último sábado a Manaus, na semana seguinte a uma passagem pela cidade que ficou marcada pela pressão pelo uso de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, como a cloroquina. O ministério afirma que Pazuello não tem data para deixar a cidade.

TCU x CLOROQUINA

O Ministério da Saúde tem cinco dias para prestar informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) na distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina para tratar pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

A ordem partiu do ministro Benjamin Zymler depois que uma auditoria feita pela área técnica do tribunal apontou ilegalidade no custeio dos remédios sem eficácia comprovada para uso contra a Covid-19.

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