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Mais insumos da China chegam no dia 3

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O governador João Doria (PSDB) anunciou na manhã desta terça-feira (26) a entrega de 5,4 mil litros de insumos para a CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Sinovac e produzida no País pelo Instituto Butantan. A previsão de entrega é na quarta-feira (3), e equivale a 8,6 milhões de doses. Mais cedo, ele se reuniu virtualmente com Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, que participou virtualmente da coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

Dimas Covas, diretor do Butantan, afirmou que além dos 5,4 mil litros de insumos, outros 5,6 mil já estariam "em processo adiantado" de liberação. "Com esses dois lotes, regularizaremos as nossas entregas ao Ministério (da Saúde)", afirmou, dizendo que entregaria 40 milhões de doses da CoronaVac ao governo federal até abril, com possibilidade de fornecimento para outras 54 milhões de doses.

De acordo com Covas, as doses que já estão prontas começarão a ser liberadas para o Ministério da Saúde na próxima sexta-feira (29). Os 5,4 mil litros que chegarão na próxima semana serão liberados 20 dias após a entrega dos insumos.

Envolvido em uma disputa política com o governo federal (leia ao lado), o governador ainda disse que até o momento não recebeu "um único centavo do Ministério da Saúde". "Imagino que vão cumprir o contrato e o compromisso e pagarem por isso. Mas, até aqui, todo o investimento desde maio foi suportado pelo governo de São Paulo e pelo Butantan", frisou.

EMBAIXADOR

Em seu pronunciamento no período da manhã desta terça, Wanming afirmou que a China mantém tradicionalmente uma relação amistosa com o Brasil e que a liberação dos insumos demorou "por questões técnicas e não políticas". "Os avanços significativos da cooperação entre a Sinovac e o Instituto Butantan evidencia a atitude científica e rigorosa dos pesquisadores científicos de ambos os países", frisou, completando que a articulação entre os países "beneficia não só os paulistas, mas todo o povo brasileiro".

O governador ainda disse que até o momento não recebeu "um único centavo do Ministério da Saúde". "Imagino que vão cumprir o contrato e o compromisso e pagarem por isso. Mas, até aqui, todo o investimento desde maio foi suportado pelo governo de São Paulo e pelo Butantan", frisou.

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