Realizada pela Secretaria Municipal de Saúde nas regiões do Núcleo Mary Dota e Vila Santa Luzia, a ação ampliada de combate à dengue esteve em 7.403 imóveis, sendo que 2.118 estavam fechados e serão vistoriados posteriormente. Do total de locais que os agentes entraram - 5.285 imóveis -, foram identificados e eliminados criadouros em cerca de 33%, ou seja, em um a cada três pontos.
Conforme o JC noticiou, o trabalho está sendo desenvolvido na Região Norte dentro da territorialização da saúde, envolvendo o Núcleo Mary Dota, Beija-Flor, Nobuji Nagasawa, Santa Luzia, Quinta da Bela Olinda, Jardim Ivone, Vila São Paulo, Pousada da Esperança e Núcleo Gasparini, entre outros, até o mês de fevereiro.
De acordo com o diretor da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Roldão Puci Neto, os maiores criadouros continuam sendo os pratos de vasos de plantas, bebedouros de animais, lonas e piscinas desmontadas, que acabam acumulando água. "É importante que cada um crie uma rotina para vistoriar seu imóvel, faça busca em casa, no seu local de trabalho. O mosquito pode estar em todos os locais que acumulem água", ressalta.
EPIDEMIAS SIMULTÂNEAS
A ação tem como objetivo eliminar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor, além da dengue, da zika e da chikungunya. Como, atualmente, há outro problema grave de saúde pública, que é a pandemia de coronavírus, a Saúde quer evitar uma nova epidemia de dengue simultânea, o que sobrecarregaria ainda mais o sistema de saúde.
As oito equipes da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde atuam com visitas casa a casa para orientação dos moradores e vistorias nos quintais.
Os munícipes também recebem orientação para não deixar materiais acumulados e em decomposição, evitando, assim, a proliferação de escorpiões e do mosquito palha, causador da leishmaniose.
Na próxima semana, as equipes da ação ampliada estarão atuando na região da Vila São Paulo.