O presidente da Argentina, Alberto Fernández, usou sua intervenção na edição virtual do Fórum de Davos nesta quinta-feira ara transmitir uma imagem positiva de seu governo, apesar de muitas das informações que deu estarem incompletas, principalmente na área econômica.
Ele afirmou, por exemplo, que a retomada do país está sendo rápida, e que foram criados 4.500 empregos novos na indústria, mas deixou de mencionar que mais de 300 mil trabalhadores perderam o emprego desde que a pandemia começou.
Fernández ainda listou como conquistas de sua gestão o fato de o país ter dado ajuda econômica, por meio de linhas de crédito, às pequenas e médias empresas, além de ter distribuído o IFE (Ingresso Familiar de Emergência) para a população mais vulnerável, com objetivo de aliviar o impacto das medidas de quarentena na economia familiar dos trabalhadores informais e de baixa renda.
Sobre a pandemia, Fernández afirmou que "o vírus revelou e reforçou as imensas desigualdades que temos no mundo". E pediu que fosse questionado o atual modelo capitalista "mais especulador que produtivo", e que criou "bloqueios antiéticos que vendo sendo refletidos nessa guerra das vacinas".