Vinholi
A temperatura continua alta entre o Estado e a Prefeitura de Bauru por conta das regras da fase vermelha. Para o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, a insistência da prefeita Suéllen Rosim em não seguir as regras definidas pelo Centro de Contingência do Governo do Estado pode não acabar bem. "Alinhada às ideias do presidente Jair Bolsonaro e ignorando todos os esforços e os estudos do governo do Estado quanto ao tema, parece que a prefeita não tem medo de transformar Bauru na próxima Manaus", diz o secretário.
Prefeitura
Em nota, a prefeitura destaca que seu decreto segue a realidade do município e foi embasado nos pareceres do Comitê de Combate à Covid local. No texto, o Executivo informa lamentar que o Estado não leve em consideração esse contexto. "Em nenhum momento deixamos de priorizar a vida, mas, depois de dez meses de pandemia, não permitir a retomada segura e responsável da economia, é também deixar de lado a vida e a dignidade das famílias", consta na manifestação da administração municipal, que também cobra mais leitos para pacientes.
Dificuldade
Considerada esvaziada em razão da falta do Estado e da Famesp, a reunião pública online da Câmara que debateu a carência de leitos públicos em Bauru, especialmente de UTIs, teve boa parte do tempo dedicada à judicialização de pedidos de internação em plena pandemia. O vereador Eduardo Borgo (PSL) disse ter recebido várias reclamações de pessoas que aguardariam vagas e que relatam dificuldade em fazer o pedido judicial. Ele cobra melhor funcionamento do 0800 da Defensoria Pública, além do retorno do atendimento presencial.
Defensoria
Presente no encontro, o representante da Defensoria, Fernando Gamito, esclareceu que o atendimento presencial ocorria de terça e quinta, mas que, em razão da fase vermelha, o órgão segue determinação estadual e atende de forma remota. Gamito se comprometeu a reportar o problema sobre o 0800 e pediu para o vereador listar nomes e contatos das pessoas que relataram queixas para fins de atendimento.
Fechamento
Após a reunião da Câmara, a diretora Regional de Saúde, Doroti Vieira Ferreira, teria enviado e-mail ao vereador Eduardo Borgo respondendo alguns questionamentos. Entre eles, ela teria confirmado a desativação de 17 leitos cirúrgicos eletivos no Hospital de Base, nos últimos dias. O fechamento teria decorrido do corte de recursos do governo estadual para a Famesp. A redução seria de 7,6%, o que, segundo o vereador, representa corte de cerca de R$ 750 mil.