Nós, bauruenses, pagamos o preço do isolamento social, indispensável para que vidas fossem preservadas, já que nossos governantes precisavam de tempo para preparar o sistema de saúde para a pandemia. Nos isolamos, empresas faliram, empregos desapareceram, pessoas faleceram infectadas pela Covid, e agora tantas outras adoecem e adoecerão pelos reflexos do isolamento, da crise e do desemprego.
Não podemos cogitar qualquer forma de negacionismo, inclusive o fato de que o isolamento radical também trará consequências letais. Esta semana, estamos em meio a um embate entre a Prefeitura de Bauru e o governo do Estado.
Bauru vive do comércio e é fundamental manter funcionando este e outros setores importantes da cidade, assim como a reabertura de nossas escolas. Precisamos agora apoiar a prefeita Suéllen Rosim e suas atitudes.
O primeiro apoio veio do promotor da saúde de Bauru, dr. Enilson Komono. Sou fã incondicional do dr. Enilson. Possui diversos projetos de inclusão social que atendem centenas de crianças carentes, cuida de orfanato e de projetos sociais, como o Wise Madness, a Creche Sementinhas, criou o CoronaVida, entre tantos outros. Agradeço ao coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo, por tornar o Enílson e seu trabalho conhecido.
As entidades de classe de nossa cidade precisam formalizar apoio à atitude de nossa prefeita. O Ministério Público já o fez. O Sincomércio também. Esperamos que as demais entidades também o façam. É importante demonstrarmos apoio à prefeita Suéllen neste momento.
Como advogado, me causa espanto o silêncio da OAB/Bauru. Estaria nossa seccional de Bauru vinculada aos anseios dos bauruenses ou às ideologias do presidente nacional da entidade?
Me assombra também essa decisão do TJ, que derrubou o decreto da prefeita. Oras, se a lógica é de que os Estados devem coordenar as regras ao invés do governo federal, porque cada Estado possui suas particularidades e estão mais próximos de seus cidadãos, por óbvio que os municípios dentro do Estado também possuem particularidades distintas e estão mais próximos que o Estado de seus munícipes, de modo que deveria caber aos municípios esse regramento. Ou alguém ousaria dizer que Piratininga, Bauru e a Capital São Paulo possuem os mesmos anseios e necessidades?
Mais do que o apoio das entidades, somos nós, cidadãos, que precisamos dar a nossa contribuição. A meu ver, a melhor forma de demonstrarmos nosso apoio, neste momento, é nos protegendo. Vamos procurar nos cuidar para que possamos, juntos, ajudar Bauru a sair dessa situação de uma vez por todas, na certeza de que a prefeita Suéllen e o promotor Enilson estarão lutando por nós!