Tribuna do Leitor

Mentira mata

Ana Regina Pasquarelli, Beatriz Sanchez, Cláudia Eugênia, Dude Escobar, Evandro Joaquim, Marise Suzuki, Ricardo Maringoni e Wania Côsso, amigas e amigos de vida toda, que se encontraram em feliz comunhão de ideais
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Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora passar fome, não. Você não vê gente pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns países por aí pelo mundo." "Pandemia? Que Pandemia?" "O brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto e não acontece nada com ele. Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil, há poucas semanas ou meses, e ele já tem anticorpos que ajudam a não proliferar isso daí!"(Jair Messias Bolsonaro)

"Eficácia daquela vacina lá de São Paulo parece que tá lá embaixo né?" (Eduardo Pazuello) "Essa epidemia simplesmente não existe." "O homem medíocre não acredita no que vê, mas no que aprende a dizer." (Olavo de Carvalho)

A falta de governo hoje no Brasil, principalmente na figura do Presidente da República, estimula a população a questionar, desacreditar em cientistas, pesquisadores e instituições sérias que produzem conhecimento no País. Tal atitude instiga a população a acreditar numa perversa ideologia contra a vacinação e contra todos aqueles que trabalham com base científica para frear essa pandemia. O fato é que temos um ministro da saúde sem formação para o cargo que ocupa, preocupado em atender a vaidade do seu chefe.

A mentira como política de governo é inconcebível. As figuras públicas que fomentam e divulgam mentiras devem ser exemplarmente responsabilizadas. Dentro das famílias, nas escolas, nos ambientes de trabalho e nos ciclos de amizades, o que se ensina e se valoriza é o apego à verdade, não à mentira. Nestes tempos estranhos, conviver com pessoas que mentem, infelizmente, tornou-se algo corriqueiro e até normal. Mas quando o mentiroso é um governante, as consequências são desastrosas para a sociedade.

A imunidade de rebanho, tão divulgada nos grupos de WhatsApp da "tradicional família brasileira", desdenha de forma criminosa mais de 200 mil mortes em nosso país.

A pergunta é: quantos brasileiros mais terão que morrer vítimas da mentira oficial, divulgada e propalada pelos gabinetes de Brasília? O negacionismo é uma nefasta forma de mentira. Mentira mata!

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