Regional

Polícia apura se filho de ex-vice-prefeito furou fila da vacina

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Macatuba - A Prefeitura de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) denuncia a ocorrência de suposta 'fura-fila' na vacinação contra a Covid-19. Segundo o município, o ex-vice-prefeito Amauri Antonio Bornello teria pego uma dose da vacina de uma funcionária da saúde, sem autorização, e aplicado em um dos seus filhos, que não seria do grupo prioritário para esta etapa da imunização. Procurado pela reportagem, Bornello nega as acusações. O caso será investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o Executivo, o fato ocorreu na última sexta-feira (29). "O ex-vice-prefeito esteve com os dois filhos em nossa unidade de saúde. Tanto ele quanto um dos filhos têm direito a receber a dose, pois são dentistas. Já o outro não. Ele, então, pegou a vacina sem a permissão de enfermeira e aplicou nesse filho que não tinha direito", revela a prefeitura em nota.

"Vamos fazer um boletim de ocorrência (BO) e também submeter as informações ao Conselho Regional de Odontologia. Apesar de o ex-vice-prefeito não estar exercendo sua atividade naquele momento, entendemos que a conduta não é digna de sua profissão. Também vamos instaurar sindicância para apurar possíveis falhas internas, tanto de procedimento quanto dos servidores".

Em nota, Bornello, que também registrou BO, nega as acusações e diz que equipe do posto de saúde central entrou em contato com a clínica onde trabalha pedindo para que todos os funcionários fossem até lá receber a vacina.

"Todos nós da clínica, inclusive meu filho, que é estudante de medicina, e que também trabalha conosco na clínica, desde o ano passado, nesse tempo de pandemia, devido a suas aulas estarem ocorrendo online, nos apresentamos no setor de vacinação do posto de saúde, onde todos passamos por uma triagem na sala de vacinação, e todos fomos autorizados a tomar a vacina", afirma. "As fichas foram feitas e as vacinas foram aplicadas pela técnica de enfermagem sem que, em momento algum, houvesse alguma objeção ao ato por parte de nenhuma das autoridades presentes na sala. Após isso, no sábado, ficamos sabendo através da mídia que estamos sendo acusados, falsamente, de ter realizado um ato ilícito".

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