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Arthur Lira recua e aceita acordo com oposição na Mesa


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Brasília - Pressionado por partidos de oposição, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), recuou e aceitou novo acordo sobre a divisão dos cargos na Mesa Diretora, colegiado responsável por decisões administrativas e até políticas da Casa. Após desconsiderar os nomes apresentados pelo bloco que apoiou a candidatura derrotada de Baleia Rossi (MDB-SP), Lira foi alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), movida pelo PDT, e acabou voltando atrás. O ministro Dias Toffoli chegou a dar prazo de dez dias para a Câmara apresentar informações sobre o ato que anulou o registro do bloco de Baleia.

Com a nova composição, a Mesa da Câmara, com sete integrantes, terá dois não governistas. Luciano Bivar (PSL-PE) será o primeiro secretário, posto que tem o controle do "caixa" da Câmara. Marília Arraes (PT-PE) ficou com a segunda secretaria. Como combinado anteriormente, a primeira vice-presidência ficará com o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) e a segunda, com André de Paula (PSD-PE).

A exclusão do bloco de Baleia foi o primeiro ato de Lira como presidente da Câmara, investida que lhe rendeu a alcunha de "novo Eduardo Cunha", numa referência à truculência do ex-presidente da Casa, hoje preso.

A votação definitiva para formalizar os nomes dos integrantes da Mesa foi marcada para hoje, às 10 horas.

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