Naipidau - A polícia de Mianmar apresentou, nesta quarta-feira (3), acusações formais contra a líder civil Aung San Suu Kyi, conselheira de Estado do país presa na segunda-feira (1º) pelos militares que tomaram o poder no país do Sudeste Asiático.
Suu Kyi está sendo investigada por importação ilegal de equipamentos de comunicação e permanecerá detida ao menos até 15 de fevereiro.
Nesse período, a polícia vai "interrogar testemunhas, solicitar provas e procurar aconselhamento jurídico após interrogar a ré", diz o arquivo. Se condenada, a conselheira, que ganhou o Nobel da Paz em 1991, pode ser condenada a três anos de prisão.
A acusação apresentada à Justiça de Mianmar afirma que rádios walkie-talkie foram encontrados durante uma busca na casa de Suu Kyi na capital do país, Naipidau. Os dispositivos teriam sido importados ilegalmente.
O presidente de Mianmar, Win Myint, que também foi detido na segunda-feira junto com outras lideranças políticas da Liga Nacional para a Democracia (LND), principal partido de oposição aos militares. Os detalhes da acusação ainda não estão claros.
O Exército de Mianmar assumiu o controle do país e pôs fim à transição democrática iniciada havia dez anos.